Vídeos apreendidos pela Polícia Civil mostram que milicianos transformaram drones em ferramentas centrais de guerra para monitorar rivais, planejar invasões e acompanhar ações policiais na Zona Oeste e Região Metropolitana.
Segundo o delegado Jefferson Ferreira, o uso dos equipamentos permite que os criminosos escolham o momento exato para agir. “Eles utilizam o drone para saber a localização dos rivais e fazer a comunicação em tempo real com os narcosmilicianos que estão invadindo o território”, explica .ao RJTV2.
Flagrantes de violência e mortes
Os registros captados pelos próprios criminosos são brutais. Em um dos vídeos, gravado em Paciência no dia 11 de fevereiro, um ataque em Manguariba termina em tragédia: uma mulher, ao tentar fugir do confronto, é atropelada e arremessada na calçada, morrendo no local.
Em outra gravação, na comunidade Novo Palmares (Vargem Pequena), o drone registra um cerco a um veículo durante a madrugada. Após diversos disparos de fuzil, criminosos se aproximam para conferir a execução de uma das vítimas que não conseguiu escapar.
Monitoramento estratégico
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) aponta que o grupo liderado por Gilson Ingrácio de Souza Junior utilizava a tecnologia para:
- Vigiar rivais: Identificar pontos vulneráveis para invasões.
- Coordenar comboios: Orientar o deslocamento de criminosos em tempo real.
- Monitorar a polícia: Antecipar a chegada de viaturas das polícias Civil e Militar.
Disputa territorial
A investigação indica que os drones registram uma guerra que já dura sete meses. O conflito envolve grupos que dominam Campo Grande, Santa Cruz e Paciência contra organizações que tentam avançar a partir de Nova Iguaçu e Seropédica.
Recentemente, dois integrantes da quadrilha foram presos e dois drones foram apreendidos. A polícia agora analisa o conteúdo armazenado para identificar os autores dos homicídios e desarticula as organizações que transformaram o céu do Rio em ferramenta de monitoramento do crime.






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