Milei diz que fica no Mercosul se puder fazer negociações independentes e critica ideias progressistas: “câncer a ser estirpado”

Em Davos, presidente argentino afirma que não pretende negociar com os EUA pelo bloco e defende um ultraliberalismo conservador

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que buscará acordos para a Argentina, não para o Mercosul. “Farei o que for melhor para a Argentina”, declarou Milei após seu discurso de destaque no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça.

Milei, no entanto, afirmou que apesar disso prefere manter seu país no bloco. “Creio que há uma possibilidade de fazermos [um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos] e continuarmos no Mercosul”, declarou a jornalistas.

Na véspera, ele disse em entrevista à Bloomberg TV que deixaria o bloco se isso fosse condição para se associar aos EUA, onde encontra no recém empossado Donald Trump um aliado.

Indagado pelo jornal Folha de S. Paulo sobre qual seria essa possibilidade, afirmou que é necessário abrir no bloco a possibilidade de negociações independentes. “É preciso que cada país possa negociar seus próprios acordos”, disse.

O estatuto do Mercosul prevê que os países do bloco econômico negociem em bloco, e essa é uma das razões, por exemplo, para o acordo comercial com a União Europeia ter levado mais de duas décadas para ser assinado, que finalmente aconteceu no ano passado.

Questionado se tinha alguma mensagem aos brasileiros ou ao presidente Lula, Milei respondeu: “Que escutem o que disse em meu discurso”. No palco, ele defendeu o liberalismo, mas também se referiu a ideias progressistas em geral como um “câncer a ser extirpado”.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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