A mexicana Fatima Bosch, 25, vencedora do Miss Universo 2025, revelou em suas redes sociais que tem recebido ataques de ódio e até ameaças de morte desde sua coroação, realizada em 20 de novembro, em Bancoc, na Tailândia. A vitória da modelo tem sido contestada por internautas que levantam suspeitas de fraude no resultado.
Em seu desabafo, Bosch questionou a motivação dos agressores. “O que tem no coração de uma pessoa para desejar o mal a alguém que nem sequer conhece? Graças a Deus tenho firme meus valores e minha autoestima, e isso não me derruba. Mas muitas pessoas podem se machucar com esse tipo de ataque”, escreveu, divulgando mensagens ofensivas e hostis enviadas a ela.
Ataques envolvem família e ameaças de morte
As mensagens recebidas incluem xingamentos e referências a familiares da miss. Bosch afirmou que decidiu falar publicamente “não como rainha da beleza, mas como uma mulher que, como milhares no mundo, viveu na própria pele a violência que nasce do ódio e da desinformação”. Segundo ela, os ataques aumentaram desde a vitória: “Nos últimos dias tenho recebido insultos, ataques e até desejos de morte por uma única razão: porque ganhei”.
Natural de Teapa, no estado de Tabasco, Bosch é formada em design de moda pela Universidad Iberoamericana. Ela iniciou a carreira em concursos em 2018, ao conquistar a faixa de Miss Flor Tabasco, e foi coroada Miss Universe México em setembro, em Jalisco. No Miss Universo, disputou com outras 119 candidatas e recebeu a coroa das mãos da dinamarquesa Victoria Kjaer Theilvig, vencedora de 2024.
Durante o pronunciamento, reforçou que não pretende se intimidar: “Nenhum ataque fará com que eu me ajoelhe, nenhum insulto apagará meu propósito. Minha vitória recorda que as mulheres são resilientes e poderosas. Não estamos aqui para cumprir expectativas alheias, e sim para transformar o mundo.”
Fala de presidente do Miss Universo gera revolta
A polêmica em torno da vitória de Bosch aumentou após declarações do presidente do Miss Universo, Raul Rocha Canthu, durante entrevista ao vivo ao programa Me Lo Dijo, no YouTube. Ele afirmou que a “aceitabilidade do passaporte” influencia na escolha da vencedora, o que provocou intensa reação negativa.
Rocha citou a favorita Olivia Yacé, 27, Miss Costa do Marfim, ao afirmar que o número de países que exigem visto seria um fator de impacto na decisão final. Segundo ele, “são 175 países que solicitam visto”, insinuando que isso dificultaria a agenda internacional da vencedora. Especialistas e fãs do concurso criticaram a fala, destacando que esse nunca foi um critério oficial de avaliação.
A declaração ocorreu após Olivia, que ficou em quinto lugar e foi coroada rainha continental da África e Oceania, anunciar sua renúncia ao posto e a qualquer vínculo com o concurso. Ela também decidiu devolver a faixa recebida.
Trajetória de Fatima Bosch segue sob os holofotes
Apesar das controvérsias, Bosch segue desempenhando suas funções como Miss Universo e reforçando mensagens de empoderamento feminino. Sua vitória continua sendo alvo de debates nas redes sociais, enquanto a organização do concurso enfrenta crescente pressão para esclarecer critérios e declarações recentes.






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