Depois de oito anos submersa, a futura estação do Metrô da Gávea finalmente voltou a respirar. O governo fluminense concluiu o esvaziamento de cerca de 60 milhões de litros de água que inundavam o canteiro desde 2016 e retomou nesta semana as detonações em rocha, etapa fundamental para abrir os 60 metros de túnel que ainda faltam para conectar a Linha 4 entre São Conrado e Gávea.
Segundo a secretária estadual de Transportes e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, o processo de desaguamento terminou dois meses antes do previsto, permitindo acelerar o calendário. As detonações, agora retomadas, devem durar aproximadamente 11 meses, tempo necessário para remover cerca de 140 mil toneladas de pedras e instalar trilhos e estruturas internas. Quando pronta, a estação deve receber até 20 mil passageiros por dia.
O governador Cláudio Castro comemorou o avanço e afirmou que o acordo jurídico firmado neste ano, incluindo um Termo de Ajustamento de Conduta, garantiu segurança e transparência para a conclusão da obra. Pelo entendimento, o MetrôRio passa a operar a Linha 4 mediante investimento de R$ 600 milhões e extensão do contrato até 2048.
Apesar do reencontro com o cronograma, o projeto não será mais o mesmo planejado no início da década. A ligação direta da Gávea com as estações de Ipanema foi descartada, já que a retomada do tatuzão, máquina usada para escavações profundas, não ocorrerá. Assim, quem quiser seguir da Gávea para a Zona Sul terá que fazer baldeação em São Conrado.
A expectativa é entregar a estação em julho de 2028, marcando um capítulo que ficou interrompido desde a crise financeira da gestão Luiz Fernando Pezão, quando as bombas de sucção foram desligadas e a estrutura foi tomada pela água.






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