Semana passada, depois de prometer, Jair Bolsonaro voltou atrás e disse que não será possível reajustar os salários dos funcionários públicos federais. Como cada um fala uma coisa, hoje o ministro da Economia votou ao assunto e disse que um reajuste de 5% para todos os servidores é possível. Em seguida, inventou que isto representaria a reposição da inflação do ano que, ele sabe muito bem, vai ultrapassar com folga este índice.
Leia a notícia do Metrópoles:
Apesar de o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter concessão na definição do reajuste de 5% aos servidores públicos, na semana passada, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (25/5), em Davos, que o aumento é o único possível dentro do Orçamento.
O ministro citou especificamente as forças de segurança para dizer que o governo gostaria de gastar mais nesse sentido.
Em entrevista a jornalistas no Fórum Econômico Mundial em Davos, no qual representa o Brasil, Guedes disse que Bolsonaro até gostaria de dar o reajuste aos policiais, mas isso seria “visto como aliciamento”.
Apesar disso, o presidente continua falando em aumento diferenciado para Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Departamento Penitenciário (Depen), por exemplo.
“Você pode até dar alguma coisa, mas esquece o que ficou para trás. Perdas acontecem. Todo mundo perdeu no mundo inteiro. Daqui para frente, é preciso manter? A inflação acumulada neste ano é de 5% até agora. É possível repor o funcionalismo deste ano? Sim, é possível, até 5% dá. É por lei, em ano eleitoral, você só pode dar até a inflação e linear”, explicou o titular da Economia.
Secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago analisou, na última sexta (20/5), que o reajuste de 5% para os servidores públicos federais pode fazer com que o bloqueio do orçamento de 2022 aumente para até R$ 16,2 bilhões.






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