Menos da metade dos candidatos foi aprovada no teste físico da nova Força Municipal de Segurança, conhecida como Guarda Armada, que começou a ser formada no Rio de Janeiro. Dos 900 guardas municipais que participaram das duas primeiras turmas da seleção, apenas 393 foram considerados aptos — uma taxa de aprovação inferior a 44%.
O teste, realizado na Vila Militar, em Deodoro, marca a primeira fase do processo seletivo, restrita, por enquanto, a integrantes da atual Guarda Municipal. Os aprovados deverão compor uma força armada voltada ao patrulhamento ostensivo nas ruas da cidade, com foco no combate a roubos e furtos.
Além do exame físico, os candidatos ainda passarão por testes toxicológicos, avaliação psicológica e investigação social. A prefeitura pretende montar um efetivo de 4,2 mil agentes até 2028 — sendo 1,2 mil oriundos da própria Guarda Municipal e os demais contratados por tempo determinado, com vínculo de até seis anos.
A elite da nova corporação terá bases no Leblon, na Piedade e em Inhoaíba, regiões estratégicas da cidade.
Exigências do teste
O teste físico tem exigências semelhantes às da Polícia Militar. Em 2024, 85% dos candidatos à PM passaram nessa etapa — índice bem superior ao atual da Guarda Armada.
Para os homens, são exigidos:
- 3 flexões na barra fixa em até 1 minuto
- 36 abdominais em até 1 minuto
- Corrida de 2,4 km em até 12 minutos
Para as mulheres:
- Suspensão na barra por 8 segundos
- 26 abdominais em até 1 minuto
- Corrida de 2 km em até 12 minutos
Apesar do elevado número de reprovações, a Secretaria de Ordem Pública informou que o cronograma será mantido.
Formação começa em setembro
O diretor-geral recém-nomeado da Força Municipal, Brenno Carnevale, confirmou que o curso de formação da primeira turma começa em 1º de setembro, com carga mínima de 440 horas-aula. A expectativa é de que os primeiros agentes estejam nas ruas no início de 2026 — 330 em março e outros 330 em maio.
“Nossa previsão é que os 300 primeiros agentes da Divisão de Elite já estejam atuando bem treinados, bem equipados e prontos para reforçar a segurança pública”, afirmou Carnevale.
Críticas
O processo seletivo recebeu críticas por parte de representantes da categoria. O vereador e porta-voz da Associação de Defesa e Amparo dos Guardas Municipais, Jones Moura, considera que o edital ignora as limitações físicas de servidores já em atividade.
“Os requisitos não condizem com a idade nem com a condição física de muitos guardas. Não há um cuidado com a saúde física ou mental desses profissionais ao longo dos anos”, disse.
Para ele, a saída seria a realização de um novo concurso público:
“É preciso oxigenar a instituição com novos quadros. A solução passa por renovar, não forçar quem já está na ativa a cumprir exigências incompatíveis.”






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