Mauro Vieira diz que ainda não há previsão para retirada dos 26 brasileiros que estão na Faixa de Gaza

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (18) que ainda não há previsão para a retirada dos 26 brasileiros e parentes palestinos que estão na Faixa de Gaza. – Não há ainda uma perspectiva. Eu já falei duas vezes com o ministro do Egito pedindo que, não sendo tão numerosos os brasileiros que…

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (18) que ainda não há previsão para a retirada dos 26 brasileiros e parentes palestinos que estão na Faixa de Gaza.

– Não há ainda uma perspectiva. Eu já falei duas vezes com o ministro do Egito pedindo que, não sendo tão numerosos os brasileiros que estão lá, que seja feita da forma mais rápida no momento em que for aberta a passagem para todos. Depende dos dois lados, tanto de Israel e também de Gaza, das autoridades em Gaza, como do lado do Egito – explicou o ministro.

O avião cedido pela Presidência da República que está reservado para buscar o grupo decolou hoje cedo de Roma e levou para o Aeroporto de El-Arish, no Egito, as doações de 40 purificadores de água e toneladas de remédios e insumos médicos. 

A ajuda humanitária enviada pelo Brasil se juntou aos caminhões que aguardam autorização para entrar em Gaza. Depois, o avião da Presidência seguiu para a capital Cairo, onde vai aguardar a saída dos brasileiros.

Uma das famílias é a da bebê Aylin, de 8 meses, que está doente. A mãe dela enviou nesta quarta-feira (18) um vídeo agradecendo a ajuda que recebeu do Itamaraty.

“Recebemos essa doação do governo do Brasil. Ayla estava muito doente. Recebemos fralda, leite, remédio para ela. A gente agradece muito”, diz o vídeo.

O Ministério da Justiça afirmou que, na chegada, o grupo terá serviços de abrigo, documentação e alimentação, apoio psicológico e cuidados médicos.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, lamentou o veto americano à resolução apresentada pelo Brasil no Conselho de Segurança da ONU sobre a guerra entre Israel e Hamas.

– Ficou clara uma divisão de opiniões. Mas acho que do nosso ponto de vista, da nossa presidência e como governo brasileiro, fizemos todo o esforço possível para que se cessassem as hostilidades e que se parasse com os sacrifícios humanos. A nossa preocupação foi sempre humanitária nesse momento. Enfim, cada país terá tido a sua inspiração própria – disse Mauro Vieira.

Em nota, o Itamaraty afirmou que “lamenta que, mais uma vez, o uso do veto tenha impedido o principal órgão para a manutenção da paz e da segurança internacional de agir diante da catastrófica crise humanitária”; que “o Brasil considera urgente que a comunidade internacional estabeleça um cessar-fogo e retome o processo de paz”; e que “o Brasil seguirá buscando construir acordos que aliviem a dramática situação humanitária e contribuam para a realização da solução de dois Estados, com um estado palestino economicamente viável, convivendo em paz e segurança com Israel, dentro de fronteiras mutuamente acordadas e internacionalmente reconhecidas”.

Em Tel Aviv, o sexto avião que vai trazer brasileiros de Israel decolou nesta quarta (18). O próximo voo deve incluir 15 cidadãos da Bolívia, do Paraguai, da Argentina e do Uruguai, que pediram ajuda ao Brasil.

Mauro Vieira, embarca na noite desta quarta-feira para Nova York para compromissos na ONU. De lá, ele seguirá para o Cairo para representar o Brasil em uma cúpula internacional sobre a guerra no próximo sábado (21), organizada pelo Egito.

O presidente Lula e o Itamaraty divulgaram notas sobre a morte de centenas de pessoas em um hospital no norte da Fixa de Gaza – sem atribuir a nenhum dos lados a autoria da explosão.

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que “o Brasil repudia, nos mais fortes termos, ataques a alvos civis, sobretudo a estruturas de saúde, e exorta as partes no conflito a cumprir suas obrigações perante o direito internacional humanitário”.

Em uma rede social, o presidente Lula escreveu que: “O ataque ao hospital é uma tragédia injustificável”.

Com informações do JN.

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