O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi autorizado a passar para a reserva do Exército. A decisão foi tomada pelo comandante da Força, general Tomás Paiva, que assinou a portaria permitindo a inclusão de Cid na chamada cota compulsória, mecanismo usado quando o militar deixa a ativa antes do tempo máximo de serviço.
A informação foi divulgada pela coluna da jornalista Carla Araújo, do UOL, e indica que a medida será oficialmente publicada no próximo dia 31, data tradicional em que o Diário Oficial da União traz as promoções e as passagens para a reserva no âmbito das Forças Armadas.
Portaria será publicada no fim do mês
Com a autorização, Mauro Cid se aposentará com a patente de tenente-coronel, posto que ocupava na ativa. Ele estava próximo de completar 35 anos de serviço militar, tempo que garante a passagem para a reserva com remuneração proporcional ao período trabalhado.
A inclusão na cota compulsória ocorre quando o próprio militar solicita a saída antecipada da carreira. No caso de Cid, o pedido havia sido feito em agosto do ano passado, segundo a apuração da coluna.
Quanto Mauro Cid deve receber na reserva
Atualmente, o soldo de um tenente-coronel do Exército é de R$ 12.285. No entanto, a remuneração total costuma ser maior devido a adicionais e gratificações previstos na carreira militar, elevando o valor bruto médio para cerca de R$ 23 mil.
Já o rendimento líquido médio de um oficial nesse posto gira em torno de R$ 16 mil. Esse deve ser o valor aproximado que Mauro Cid passará a receber ao ingressar oficialmente na reserva.
Pedido partiu do próprio militar
De acordo com as informações publicadas pelo UOL, a iniciativa para a passagem à reserva partiu do próprio Mauro Cid. Ao solicitar a inclusão na cota compulsória, o militar manifestou o desejo de deixar a ativa antes de atingir o tempo máximo de permanência no Exército.
A decisão do comando da Força encerra formalmente a trajetória de Cid na ativa, onde ganhou projeção nacional ao atuar como ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro.






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