A deputada federal Marílía Arraes oficializou há pouco a sua filiação ao Solidariedade, em evento ao lado do presidente do partido, Paulinho da Força. A parlamentar ainda anunciou a sua candidatura do governo de Pernambuco.
A parlamentar já havia comunicado a sua saída do PT após embates internos na legenda.
A intenção da deputada era concorrer a um cargo majoritário, mas a aliança do partido com o PSB inviabilizou sua candidatura ao Executivo estadual.
Em seu pronunciamento, Marília agradeceu o PT e reafirmou seu apoio ao ex-presidente Lula na disputa nacional.
“Sempre vou seguir ao lado de Lula incondicionalmente. Não só pelo Lula como pessoa, mas por Lula como um projeto”, disse.
A agora pré-candidata, no entanto, não deve ter o apoio do petista. De acordo com Danilo Cabral, que concorrerá ao governo do estado pelo PSB, não há possibilidade de Lula apoiar dois nomes no estado.
“Não existe essa possibilidade. O único palanque será o da Frente Popular”, declarou em entrevista a CartaCapital. “Temos um palanque único que é representado por nossa candidatura, que foi legitimada pelo PT e pelo conjunto de 12 partidos que nos que nos apoiam. Não há dúvida quanto a isso”.
O Solidariedade, apesar de não estar junto com o PT em uma federação partidária, deverá se coligar à sigla para as eleições majoritárias.
O senador Humberto Costa (PT-PE), em entrevista ao Fórum Onze e Meia lamentou as posições de Marília Arraes e afirmou que parte da crítica dela é injusta com o Partido dos Trabalhadores:
– No PT, ela [Marilia Arraes] foi recebida com tapete vermelho. Ela, quando saiu do PSB, saiu em um momento de extrema dificuldade. Teve apoio substantivo dentro do PT, tanto que ela foi a vereadora mais votada naquela eleição [2016]. Dois anos depois ela queria ser candidata ao governo, mas o PT nacional, para reforçar a candidatura de Haddad [2018] e também para preservar o mandato do Senado que o PT tinha e, eu acho que todos os petistas reconhecem que é um mandato importante para o nosso partido, para a esquerda, optou por apoiar o governador Paulo Câmara naquele momento – disse Costa.






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