Marcha das Mulheres Negras reúne ativistas em Copacabana por justiça e combate ao racismo

Ato marca o encerramento do Julho das Pretas e contará com a presença da Comissão de Combate às Discriminações da Alerj

No próximo domingo, 27 de julho, o Rio de Janeiro receberá a décima edição da Marcha das Mulheres Negras, promovida pelo Fórum Estadual de Mulheres Negras (FEM Negras RJ). Com o tema “Contra o racismo, por justiça e o bem viver”, o evento será realizado no calçadão de Copacabana, com concentração marcada para às 10h na Praça do Lido.

Além do caráter político e reivindicatório, a marcha contará com atividades culturais ao longo do percurso, incluindo apresentação de samba com o grupo Vitrine Negra. A iniciativa integra a agenda do Julho das Pretas, que celebra o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, com eventos voltados à valorização da identidade, à luta por direitos e à visibilidade das mulheres negras no Brasil e na América Latina.

A edição deste ano também serve como preparação para a próxima Marcha Nacional das Mulheres Negras, agendada para 25 de novembro, em Brasília. A última edição nacional ocorreu em 2015 e reuniu cerca de 50 mil mulheres na capital federal, marcando uma mobilização histórica contra o racismo, a violência e em defesa da equidade de gênero e raça.

No Rio, a marcha acontece tradicionalmente no último domingo de julho e tem se consolidado como um dos principais atos públicos do calendário político e social do estado em defesa das pautas das mulheres negras.

Comissão de Combate às Discriminações

A Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) estará presente no evento. A participação será feita por meio do presidente do colegiado, deputado Professor Josemar (PSOL), cujo mandato também apoia a organização da marcha.

O parlamentar acompanha de perto as discussões promovidas pelo movimento e tem dialogado com representantes dos coletivos para encaminhar propostas e denúncias ao Legislativo.

A presença institucional da Alerj reforça o compromisso da comissão com o enfrentamento das desigualdades estruturais que afetam mulheres negras em diversas frentes, como saúde, educação, segurança e acesso à justiça.

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