Maracanã recebe ação contra assédio durante clássico entre Flamengo e Fluminense

Mobilização marca divulgação da campanha ‘Futebol Sem Assédio’ e reforça cumprimento da Lei Estadual nº 8.743 nos estádios do Rio

O clássico entre Flamengo e Fluminense, realizado no domingo (08) no Maracanã, foi palco da primeira ação pública da campanha “Futebol Sem Assédio”, iniciativa voltada à prevenção e ao combate ao assédio e à violência sexual contra mulheres nos estádios do Rio de Janeiro. A mobilização ocorreu em alusão ao Dia Internacional da Mulher e teve como objetivo divulgar e incentivar o cumprimento da Lei Estadual nº 8.743.

A campanha é uma iniciativa da deputada estadual Dani Monteiro (Psol), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Durante a partida, foram distribuídos panfletos e adesivos, além da exibição de uma faixa nas arquibancadas com a mensagem da campanha. A ação também incluiu conversas com torcedores e torcedoras sobre a importância de prevenir casos de assédio nos estádios.

Segundo a parlamentar, episódios de desrespeito e violência contra mulheres têm sido registrados no ambiente do futebol, inclusive envolvendo profissionais que atuam no esporte. Dani Monteiro afirmou que o estádio precisa ser um espaço seguro para torcedoras e para todas as mulheres que participam do universo do futebol.

Lançamento de site e mobilização

Durante a ação, também foi lançado o site futebolsemassedio.com.br, criado para reunir informações sobre a campanha, ampliar o engajamento de apoiadores e incentivar a fiscalização da legislação estadual que instituiu a política permanente de prevenção ao assédio e à violência sexual nos estádios.

De acordo com a deputada, a campanha tem como objetivo garantir que a lei seja efetivamente aplicada. Dani Monteiro declarou que a iniciativa busca mobilizar torcedores, clubes e autoridades para que nenhuma mulher deixe de frequentar os estádios por medo de sofrer algum tipo de violência.

Articulação com clubes e autoridades

Nas últimas semanas, foram realizadas reuniões com o Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE) e com coletivos de mulheres torcedoras. Também foi iniciado um diálogo com os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro para que a campanha seja incorporada à rotina das partidas.

A deputada destacou que a mobilização contou com a participação de torcedores de diferentes clubes, inclusive de grupos organizados e torcedoras que aderiram à campanha.

Continuidade da campanha

A iniciativa deve continuar nos próximos meses, com novas ações em jogos e em outros espaços ligados ao futebol. A proposta é ampliar o debate sobre o tema e fortalecer a aplicação da Lei Estadual nº 8.743, que instituiu a campanha permanente de prevenção e combate ao assédio e à violência sexual nos estádios do Rio de Janeiro.

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