O Museu Nacional passará a exibir o Manto Tupinambá, devolvido pela Dinamarca, no próximo mês, informou a direção da instituição. O início da exposição deverá ocorrem em uma cerimônia com a presença dos Tupinambá, que vivem principalmente na Bahia, e autoridade.
A peça dos povos originários brasileiros estava na Europa desde 1689.
“Nas próximas semanas, em data ainda a ser confirmada, após a adoção de todos os procedimentos necessários para a perfeita conservação dessa peça tão importante, e sagrada para nossos povos originários, apresentaremos o manto à sociedade”, diz o comunicado oficial.
O local onde está o manto é mantido sob segredo. Após um período de descanso, o manto será colocado em contato com os indígenas, que poderão fazer rituais de acolhimento e limpeza, por exemplo. Dias depois, deverá ser realizado um amplo evento com a presença de indígenas e autoridades.
O manto será exposto em uma sala de cerca de cem metros quadrados do prédio da biblioteca central do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. Ficará nesse local até que as obras do palácio destruído por um incêndio em 2018 sejam concluídas, em 2026.
O manto é considerado um patrimônio do povo brasileiro. Os Tupinambás foram as primeiras pessoas encontradas pelos europeus quando aqui chegaram. Feito com penas de guará, de plumagem avermelhada, o manto era usado por pajés durante rituais. Ao todo, outros dez mantos estão em poder de museus europeus. É considerada uma peça sagrada pelos indígenas.
Com informações de O Globo





