Contrários à falta de transparência do projeto de construção da tirolesa no Pão de Açúcar, um grupo de manifestantes se mobiliza, neste domingo, na Praia Vermelha, onde pedem pela revisão dos estudos e documentos do novo projeto do Parque Bondinho.
A tirolesa, brinquedo de 395 metros de altura e velocidade de 100km/h, vai ligar os Morros da Urca e Pão de Açúcar, sendo, segundo a empresa, um atrativo radical para o ponto turístico.
Para os manifestantes, a construção da tirolesa representa um retrocesso nas medidas de preservação ambiental, principalmente porque os morros em questão são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecidos como Patrimônios Mundiais pela Unesco.
Segundo Sérgio Alvim, arquiteto e representante do “Movimento Bondinho sem tirolesa”, o projeto de construção começou pouco transparente e contraditório, já que, inicialmente, o Parque Bondinho alegava não gerar danos ambientais nos morros, mas, agora, é possível observar perfurações nas rochas.
— As documentações disponibilizadas pela empresa não oferecem todos os dados necessários para analisar os riscos. Os representantes dizem que não vão aumentar a área construída do Bondinho, mas o próprio projeto prevê modificações. Quem faz a trilha do Morro da Urca consegue ver as rochas perfuradas. Como deixam fazer isso em um espaço de conservação reconhecido mundialmente?
Ana Paula Vizintini, que representa o movimento juridicamente, reforça que houve pedido de ação contra a construção perante o Ministério Público Federal.
— Nós varremos todos os documentos e processos relacionados à tirolesa, e podemos dizer que há evidências contundentes de danos aos patrimônios, sejam ambientais, paisagísticos, entre outros.
Já o Parque Bondinho esclarece que todas as etapas da construção “foram devidamente aprovadas por todos os órgãos licenciadores”.
Com informações de O Globo.
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