Neste sábado (8), uma das girafas importadas da África do Sul pelo BioParque do Rio morreu. É o quarto caso de óbito de animal desde que as 18 espécimes foram trazidas para o Brasil, em novembro de 2021. Segundo a instituição, análises de rotina constataram a presença de uma bactéria na girafa, que não resistiu ao tratamento veterinário.
Em nota, o BioParque informou que cinco animais também iniciaram o tratamento contra a bactéria. “Durante a última semana a equipe técnica iniciou outros protocolos de tratamentos. No entanto, infelizmente, houve uma deterioração súbita do estado clínico do animal ao longo desta madrugada, levando-o a óbito. A causa da morte será confirmada após a necropsia do corpo, que será realizada com o acompanhamento dos órgãos competentes”, informou a nota.
A Polícia Federal faz perícia na girafa que morreu no resort em que os animais estão guardados, em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense. Os animais deveriam ficar no terreno apenas por um período de quarentena. Mas, em novembro do ano passado, completou um ano da chegada de 18 animais ao Brasil, onde três deles morreram, levando a investigações da Polícia Federal. Segundo o Ibama, o ambiente não é o ideal para que os bichos possam viver.
Após acusações de maus-tratos do MPF, a Justiça aceitou a denúncia contra quatro pessoas, incluindo representantes da instituição, e também funcionários do Ibama e Inea, que estão sendo investigados por elaborar documentos falsos de importação e adequação de cativeiro.
Cláudio Maas, na época diretor técnico do BioParque, e Manoel Browne, ex-diretor operacional da empresa, respondem por maus-tratos, por dificultar a fiscalização do poder público e pela importação ilegal dos animais. Enquanto Hélio Bustamante, fiscal do Ibama, e Priscila Almeida, técnica do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), são acusados de fornecer informações falsas em relatório ambiental.
Ao Fantástico, o Inea disse que a acusação contra Priscila não é verdadeira e que a servidora emitiu parecer baseado em normas técnicas e objetivas. Hélio Bustamante preferiu não se pronunciar, e o advogado de Claudio Mass não atendeu a reportagem. Já Manoel Browne disse que foi diretor do BioParque de setembro de 2020 a outubro de 2022, e que a importação ocorreu antes de sua chegada.
Com informações do GLOBO.





