A plataforma de autoexclusão para usuários de apostas on-line já soma mais de 570 mil cadastros em todo o país desde sua criação, no fim de 2025. A ferramenta, desenvolvida pelo Ministério da Fazenda, permite que cidadãos bloqueiem voluntariamente o próprio CPF em todas as casas de apostas regularizadas no Brasil, informa a Agência Senado.
O crescimento do número de adesões reacendeu o debate sobre os impactos das apostas virtuais na saúde mental dos brasileiros e o avanço dos casos de dependência em jogos de azar.
O sistema de autoexclusão foi criado como uma medida de proteção para pessoas que enfrentam dificuldades em controlar os gastos e o tempo dedicados às plataformas de apostas esportivas, conhecidas popularmente como “bets”. Após o cadastro, o usuário fica impedido de acessar ou criar contas nas empresas autorizadas a operar no país.
Senador pede ação de autoridades de saúde pública
O senador Humberto Costa alertou para o crescimento da ludopatia, transtorno caracterizado pelo vício em jogos de azar. Segundo o parlamentar, o aumento da popularidade das apostas on-line exige maior atenção das autoridades de saúde pública e dos órgãos reguladores.
Especialistas apontam que a facilidade de acesso às plataformas digitais e a intensa publicidade do setor têm contribuído para o aumento dos casos de endividamento e compulsão entre apostadores. O tema vem sendo debatido no Congresso Nacional em meio à regulamentação do mercado de apostas esportivas no Brasil.
A autoexclusão é considerada uma das principais estratégias de prevenção adotadas internacionalmente para reduzir danos associados ao jogo compulsivo. Apesar disso, entidades da área de saúde defendem a ampliação de campanhas educativas e de canais de atendimento psicológico para pessoas afetadas pelo problema.






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