Das 10.646 vereadoras que ocuparão as Câmaras Municipais em 2025, a maioria de mulheres eleitas no pleito municipal do último domingo (6) é de centro e de direita: 4.923 são de centro (46%) e 3.633 (34%) de partidos à direita no espectro político estabelecido pelo GPS partidário da Folha de S. Paulo.
As 2.090 vereadoras de esquerda representam 20% das eleitas no país, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das urnas apuradas.
O quadro se mantém na proporção de eleitos por número de candidaturas. No centro, 7,7% das mais de 64 mil candidatas ao cargo foram eleitas. Na direita, 6,5% das mais de 55 mil tiveram sucesso e na esquerda 6,4% das quase 33 mil que disputaram o cargo se elegeram.
O cenário de prefeitas em primeiro turno é parecido, mas o centro leva vantagem ainda maior. Das 717 eleitas, 367 são de centro (51% do total). As de direita são 239, o equivalente a 33%. As de esquerda, 111, são 15%.
Das candidatas do centro a prefeita, 39% se elegeram até o momento. Da direita, foram 29,5% e na esquerda, 18,8%.
Considerando o cenário geral, 11.363 mulheres conquistaram cargos no domingo: 5.290 vêm do centro político (47%), 3.872 da direita (34%) e 2.201 da esquerda (19%). De todas as candidaturas lançadas pelo centro, 8% foram eleitas, na direita 6,8% e na esquerda 6,5%.
Entre os homens, dos 125 mil candidatos do centro, 20% conseguiram o cargo; na direita, foram 16,4% dos quase e na esquerda 14,6%.
Ao todo, 63.858 pessoas foram eleitas no país, 18% mulheres e 82% homens.
A classificação da ideologia das legendas deriva do GPS partidário, modelo estatístico criado pela Folha para medir a proximidade dos partidos a partir de quatro variáveis —coligações, votações na Câmara dos Deputados, trocas de legendas e composição de frentes parlamentares.
As vereadoras puxadas pelo centro vêm, em maior parte, do MDB, com 1.550, seguidas de PP, 1.292, e PSD, 1.146. A direita é alavancada por União Brasil, com 1.040 eleitas, PL, 865, e Republicanos, 802 parlamentares mulheres.
Já na esquerda, o partido que lidera é o PT, com 774 vereadoras, seguido de PSB, 664, e PDT, 441.
A eleição das 717 prefeitas representa um aumento de 9% em relação ao primeiro turno de 2020. Há ainda a possibilidade de eleição de mais 13 delas, sendo sete em capitais – Aracaju, Campo Grande, Curitiba, Natal, Palmas, Porto Alegre e Porto Velho.
Na capital de Mato Grosso do Sul, duas candidatas disputam o cargo: Rose Modesto (União Brasil) e Adriane Lopes (PP), a primeira, de direita e a segunda, de centro.
Algumas das vereadoras à direita que foram eleitas são conhecidas, caso da ex-comentarista da Jovem Pan Zoe Martinez, que vai à Câmara de São Paulo pelo PL com 60.272 votos. Ela é a primeira cubana a se eleger para a Casa.
Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella Nardoni, foi a segunda candidata mais votada com 129 mil votos. Ela se elegeu pelo Podemos, de centro.
Janaína Paschoal, ex-deputada estadual e autora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff em 2016, se elegeu pelo PP com 48.893 votos.
Assim como com as prefeituras, a Câmara Municipal de São Paulo, a maior do país, contará com mais mulheres e negros a partir de 2025 do que em comparação ao mandato que se iniciou em 2021.
Com informações da Folha de S. Paulo.





