Eleição de mulheres prefeitas aumentou 9% em comparação com pelito de 2020; 44% foram escolhidas para segundo mandato  

A direita foi o campo político que mais aumentou a proporção de candidatas a prefeita nestas eleições municipais em comparação a 2020, mas a participação de mulheres segue maior proporcionalmente na esquerda

No primeiro turno das eleições municipais, realizado no domingo (6), 717 mulheres foram eleitas prefeitas, representando um aumento de 9% em comparação com o primeiro turno de 2020. Entre as eleitas, 44% foram reconduzidas para um segundo mandato, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Duas das prefeitas que buscam a reeleição ainda disputarão o segundo turno em suas cidades. Em Ponta Grossa (PR), Elizabeth Schmidt (União Brasil) tentará a reeleição, assim como Elisa Araújo (PSD) em Uberaba (MG). Ambas seguem na disputa, refletindo o fortalecimento da presença feminina nas administrações municipais e o reconhecimento de suas gestões por parte dos eleitores locais.

No grupo de 103 cidades com mais de 200 mil eleitores, cinco elegeram mulheres no primeiro turno.

Mara Bertaiolli (PL) foi a primeira mulher a ser escolhida para a prefeitura de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Foram reconduzidas Marilia Campos (PT), em Contagem (MG), Margarida Salomão (PT), em Juiz de Fora (MG), Suéllen Rosim (PSD), em Bauru (SP), e Nina Singer (PSD), em São José dos Pinhais (PR).

Em 13 cidades, haverá segundo turno com candidatas. O número inclui sete capitais: Aracaju, Campo Grande, Curitiba, Natal, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho.

Na capital sul-mato-grossense, a disputa será entre duas candidatas: Rose Modesto (União Brasil) e Adriane Lopes (PP).

Das 2.344 candidatas ao cargo, 30% foram eleitas, alta de cinco pontos percentuais em relação a 2020 nessa etapa do pleito.

De 2004 a 2012, o número de candidatas eleitas seguia uma tendência de alta, quando chegou a 31,7%. Em 2016, foram 30,1% as que se candidatas e tiveram sucesso, taxa que diminuiu quatro pontos percentuais em 2020, quando ficou em 25,8%.

O crescimento foi puxado por partidos de centro, que elegeram 367 prefeitas, enquanto a direita e a esquerda elegeram 239 e 111, respectivamente.

Já os cinco partidos que levaram mais mulheres ao Executivo até o momento foram MDB (128), PSD (101), PP (89), União Brasil (87) e PL (60). O PT elegeu mulheres para 41 prefeituras no primeiro turno.

Ao todo, 2.344 mulheres disputaram prefeituras em 1.969 cidades. Nas capitais, foram 41 candidatas e ante 151 candidatos que disputaram o cargo. O maior número foi em Aracaju que teve cinco candidatas e três candidatos. Em Manaus, Cuiabá, Fortaleza, Florianópolis, João Pessoa e Rio Branco não houve candidaturas femininas.

De 2000 a 2020, 2.369 prefeitas foram eleitas em 2.011 municípios do país, 33% delas mais de uma vez, totalizando 3.260 mandatos.

Embora o total esteja distante dos 20.324 prefeitos, 41% deles eleitos mais de uma vez, o número de prefeitas cresceu ao longo do tempo, passando de 318, no ano 2000, para 676 em 2020, o maior número no período.

A direita foi o campo político que mais aumentou a proporção de candidatas a prefeita nestas eleições municipais em comparação a 2020, mas a participação de mulheres segue maior proporcionalmente na esquerda.

Dos 5.389 nomes ao cargo nos partidos à direita, 14,9% são de mulheres, enquanto na esquerda elas são 17% dos 3.372 nomes. Em comparação ao último pleito, a proporção de candidatas aumentou três pontos percentuais na direita e dois na esquerda.

No centro, as mulheres foram 14% das 6.601 das candidaturas, e a variação na proporção ficou em um ponto percentual de 2020 para 2024.

Minoria nas disputas às prefeituras, as mulheres representaram 15% do total de postulantes, com 2.317 candidatas pelo Brasil, reflexo da decisão dos partidos.

A classificação da ideologia das legendas deriva do GPS partidário, modelo estatístico criado pela Folha para medir a proximidade dos partidos a partir de quatro variáveis — coligações, votações na Câmara dos Deputados, trocas de legendas e composição de frentes parlamentares.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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