Ao contrário de diversas datas comemorativas comerciais, o 8 de Março, data que homenageia as mulheres, não foi criado por razões publicitárias. Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, a data surge de um conjunto de movimentos no final do século 19 e começo do século 20 contra as péssimas condições de trabalho às quais as mulheres eram submetidas.
Hoje, o dia está cada vez mais associado a reivindicações por direitos iguais, como mostram as manifestações ao redor do mundo.
Cidade do México, México

A Cidade do México amanheceu esta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, com quase 1.000 “lápides” com a palavra “feminicídio” para lembrar às autoridades mexicanas do crime que aflige o país.
Ativistas e familiares de vítimas colocaram cartões cor-de-rosa e velas no Zócalo, no Palácio Nacional, onde terminará a marcha feminina da cidade. Em 2023, o México registrou 827 feminicídios.
Paris, França

Na Praça Vendôme, em Paris, o presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu nesta sexta-feira (8), Dia Internacional das Mulheres, que o direito ao aborto seja incluído na Constituição da União Europeia. A declaração acontece na mesma semana em que a França tornou-se o primeiro do mundo a proteger o procedimento em sua Constituição.
Chandigar, Índia

Trezentas mulheres em Chandigar, na Índia, correram pelo Dia Internacional da Mulher vestindo sarees — traje tradicional do país — da cor vermelha. O evento é realizado há sete anos com iniciativa do Clube de Corrida da cidade. As mulheres correm 3 e 5 quilômetros, transmitindo mensagens sobre a saúde feminina.
Nova Delhi, Índia

O governo indiano declarou que a estação ferroviária Safdarjung, em Nova Delhi, está ‘rosa’, com uma equipe composta apenas por mulheres, incluindo uma pilota da locomotiva, duas pilotas assistentes e duas guardas. A iniciativa seria para celebrar o Dia Internacional da Mulher na cidade.
Brasília, Brasil

O Presidente Lula (PT) fez um almoço com servidores da presidência e da Esplanada dos Ministérios, nesta sexta-feira (8). Oito das nove ministras mulheres estiveram presentes, além da cantora Daniela Mercury, que cantou no evento. Durante o discurso, Lula afirmou que as mulheres não podem se “contentar” com as conquistas que já alcançaram e devem lutar por mais direitos.
O líder petista também afirmou que as conquistas femininas são tão recentes quanto a democracia brasileira.
Roma, Itália

A procissão organizada pelo grupo “Non una di meno” (Nem uma a menos), parte do Circus Maximus e cruza a capital italiana, em protesto contra a violência patriarcal e as políticas internacionais do governo da Itália.
Na manifestação, bandeiras palestinas tremulam no ar. A polícia local afirmou que o número de manifestantes não é menor que 10.000.
Tel Aviv, Israel

Manifestantes israelenses pedem a libertação imediata das mulheres reféns do Hamas. No dia 7 de outubro de 2023, militantes do grupo palestino entraram em Israel e levaram cerca de 240 reféns para o território palestino, segundo números de Tel Aviv.
Islamabad, Paquistão

Centenas de mulheres manifestaram-se em todo o Paquistão esta sexta-feira (8) para o Dia Internacional da Mulher. O movimento anual atrai críticas de grupos religiosos de direita pela sua “influência ocidental”. Conhecida como Marcha de Aurat (Marcha das Mulheres), as paquistanesas compareceram às grandes cidades para destacar questões como o assédio nas ruas, o trabalho forçado e a falta de representação no parlamento.
“Enfrentamos todos os tipos de violência: física, sexual, cultural, onde as mulheres são trocadas para resolver disputas de homens”, disse Farzana Bari, principal organizadora da Marcha em Islamabad. No país, apenas 21% das mulheres estão no mercado de trabalho.
Lahore, Paquistão

Na capital do Paquistão, a mais populosa cidade da província do Panjabe, as mulheres manifestaram apoio às mulheres palestinas.
Na Faixa de Gaza, o massacre israelense mata, em média, 63 mulheres por dia. Destas, 37 são mães e deixam filhos órfãos, afirmou a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA).
Com informações do GLOBO.
Leia mais:





