O professor de artes marciais e educação física William Correia negou que tenha relação com os chamados justiceiros, que perseguem e agridem ladrões na Zona Sul do Rio. Em depoimento na 12ª DP (Copacabana) na tarde dessa sexta (8) ele teve de prestar esclarecimentos sobre o vídeo em que ele convoca a população para combater a violência nas ruas do bairro.
Na saída da DP, ele afirmou estar indignado com a violência em Copacabana, mas negou relação com os justiceiros.
“Eu fiz um vídeo sim, ali no calor da emoção, mas não me arrependo de nada do que falei como um morador indignado com a violência. A gente quer ajudar as forças de segurança e ser um parceiro da segurança pública. Não convoquei ninguém a fazer violência gratuita, não tenho nada a ver com esses justiceiros.”
No vídeo, William questiona se “ninguém vai fazer nada.”à
“E aí, rapaziada de Copacabana, qual vai ser? Vamos deixar os caras fazer o que querem aqui no nosso bairro mesmo? Cadê a nossa rapaziada de 2015 que botou esses caras pra correr? E aí? Vai esperar ser o nosso pai, o nosso avô, teu pai, alguém da tua família? Tomar um soco na cara e ficar por isso mesmo, ninguém vai fazer nada? Polícia não pode fazer nada, prende e solta”, diz um trecho do vídeo.
Fazer “justiça com as próprias mãos” é crime previsto no artigo 345 do Código Penal Brasileiro.
Além de William, o lutador Fernando Pinduka também foi intimado a prestar declarações. Nas redes sociais, ele tinha convocado a população para fazer uma “limpeza” em Copacabana.
Ele saiu da delegacia às 15h30. Na saída, foi aplaudido por um grupo que foi até a delegacia para dar apoio aos dois homens intimados.
“Estamos aqui apoiando a polícia. Eu sou um educador, isso aqui é um bairro de idosos. Vim esclarecer minha indignação, minhas palavras foram deturpadas. Sou honesto, sou pela paz. Não conheço nenhum justiceiro. A polícia tem que tomar rédea disso”, disse Pinduka.
Com informações do g1





