presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu entre os brasileiros que votaram na China continental, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) conquistou a maioria no Japão no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25). Os dados são de boletins de urna divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No Japão, Flávio recebeu 28.538 votos, equivalentes a 80,08% dos válidos. Lula teve 7.098, ou 19,92%. O comparecimento foi de 37.616 eleitores dos 88.299 aptos, com 1.132 votos em branco e 848 nulos. Os números abrangem os 119 boletins de Hamamatsu, Nagóia e Tóquio. O desempenho repete a tendência do primeiro turno, quando Flávio já havia vencido no país com 71,7% dos votos.
Na China continental, o petista somou 375 votos, contra 134 do adversário, segundo o levantamento inicial. O total reúne as seções de Pequim, Xangai e Cantão e não inclui Hong Kong. Considerando também Hong Kong, a soma de Lula chega a 502 votos, contra 267 de Flávio, conforme dados consolidados por outros veículos. No primeiro turno, Lula já havia vencido nas seções chinesas, com 56,63% dos votos.
Contexto do voto no exterior
A votação no exterior começou antes do Brasil devido ao fuso horário. Ao todo, 918.876 brasileiros estão aptos a votar no segundo turno, distribuídos por 186 cidades em mais de cem países. Os Estados Unidos concentram o maior eleitorado (265.437), seguidos por Portugal e Japão. A totalização oficial do TSE para o exterior será divulgada a partir das 17h (horário de Brasília).
Além de China e Japão, os primeiros resultados parciais indicam vitória de Lula na Nova Zelândia (80,54%), Austrália (64,5%) e Coreia do Sul (64,35%), enquanto Flávio lidera também nas Filipinas, Taiwan e Hong Kong. No conjunto de países asiáticos e da Oceania já consolidados, Flávio soma 69,3% dos votos, contra 30,75% de Lula.
Disputa acirrada
Os números do exterior refletem a polarização da eleição, decidida em empate técnico nas pesquisas. Enquanto o eleitorado brasileiro no Japão, tradicionalmente mais alinhado à direita, deu ampla vantagem a Flávio, o eleitorado na China, composto majoritariamente por profissionais expatriados, manteve a preferência por Lula observada em pleitos anteriores. A consolidação dos votos no exterior ainda depende da totalização oficial, que pode alterar os percentuais finais.







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