‘Lula me chamou para colocar o governo na rua’, diz Guilherme Boulos ao assumir Secretaria-Geral

Deputado do PSOL assume cargo no Planalto com a missão de aproximar o governo dos movimentos sociais e percorrer o país em diálogo com a população

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (20) a nomeação do deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. A decisão foi oficializada após uma reunião no Palácio do Planalto e marca uma mudança estratégica na articulação política do governo.

Boulos, que passa a ter gabinete dentro do Planalto, afirmou à coluna de Mônica Bergamo, no jornal Folha de S. Paulo, que recebeu do presidente uma missão direta. “Lula me chamou para colocar o governo na rua”, disse o deputado.

— Vou viajar para todos os estados, vou rodar o país e conversar com os movimentos sociais, com o povo — declarou. — Vou a cada lugar do Brasil com a missão de dialogar e de levar as realizações do governo para todos os cantos, e também com a missão de aproximar o governo daqueles que ainda estão distantes.

Reorganização política no Planalto

O novo ministro substitui Márcio Macêdo, que deixa o cargo após meses de insatisfação interna no governo. A mudança foi confirmada pela Presidência em nota oficial e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (21).

O documento informou que “o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o deputado federal Guilherme Boulos nesta segunda-feira (20) e o convidou para ocupar o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Boulos irá substituir o ministro Márcio Macêdo na função.”

Macêdo, aliado histórico de Lula, resistia à saída, mas deve agora se dedicar à candidatura a deputado federal por Sergipe em 2026.

Missão política e aproximação com as bases

A entrada de Boulos no governo simboliza o esforço de Lula em reforçar o diálogo com as bases sociais e populares, uma marca dos primeiros mandatos petistas. Segundo aliados do presidente, a escolha visa “reconectar o governo com as ruas” e recuperar a capilaridade política junto a movimentos e lideranças regionais.

— Lula me chamou para trabalhar pelas demandas populares, e é isso o que eu vou fazer — reiterou o novo ministro.

Boulos também informou que não disputará a reeleição à Câmara dos Deputados, dedicando-se integralmente ao governo até o fim do mandato de Lula.

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