O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou hoje que montará o seu ministério depois do dia 12, quando será diplomado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula ainda justificou a permanência de Gleisi Hoffmann na presidência do PT e longe do comando de alguma pasta. Segundo o presidente, 80% das pastas já estão estruturadas em sua cabeça.
Segundo O Globo online, a declaração foi dada durante conversa com a imprensa na chegada do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição. Ele estava acompanhado da presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann.
Lula ainda afirmou que a sua base ministerial seguirá a estrutura montada no seu segundo mandato, em 2007. Sobre a criação do Ministério dos Povos Originários, promessa de campanha, o presidente eleito levantou a possibilidade de se criar uma secretaria especial ligada à presidência da República.
No entanto, o presidente eleito não respondeu se o ex-ministro Fernando Haddad (PT) está incluso nos ministérios que já estão definidos em sua cabeça. O nome do ex-prefeito de São Paulo é o favorito para assumir o Ministério da Economia.
Lula disse ainda, que decidiu não dar ministério para Gleisi Hoffmann para não desmontar o partido e que é um reconhecimento “da grandeza dela”.
Cobrado também sobre o anúncio do nome do ministro da Defesa e dos Comandantes das Forças Armadas, afirmou que não poderia “anunciar e dar passo para trás” depois. A expectativa era que o nome do futuro ministro fosse divulgado até a próxima semana. O mais cotado é o ex-presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio. Na mesma ocasião, deverão ser nomeados os comandantes da três Forças.
A demora para bater martelo a respeito do próximo chefe da pasta reflete a dificuldade de Lula e de seus auxiliares de chegarem a um nome palatável para os militares, categoria ligada ao presidente Jair Bolsonaro. Nos bastidores, o presidente eleito tem deixado claro que não abre mão de escolher um civil para comandar a pasta.





