Lula explica porque tem que fazer cirurgia: “estou nervoso, irritado, me torno uma pessoa chata”

Dores lancinantes, que provocam mau humor, irritação e impaciência no trato com as pessoas: é assim que Lula se sente e, por isso, está marcando para outubro a cirurgia no fêmur. Na edição desta terça-feira (25) do programa ‘Conversa com o presidente’, Lula (PT) explicou a decisão de se submeter a uma cirurgia para pôr…

Dores lancinantes, que provocam mau humor, irritação e impaciência no trato com as pessoas: é assim que Lula se sente e, por isso, está marcando para outubro a cirurgia no fêmur.

Na edição desta terça-feira (25) do programa ‘Conversa com o presidente’, Lula (PT) explicou a decisão de se submeter a uma cirurgia para pôr fim a um problema na cabeça do fêmur que lhe causa dores no quadril. Segundo ele, a intenção é operar em outubro. “Tenho muitas coisas importantes para fazer e não quero parar. O que me sobra de tempo é outubro. Então eu vou fazer. Enquanto eu estiver me recuperando o Alckmin fica no comando, com total tranquilidade. Tenho total confiança no Alckmin, ele é um parceiro extraordinário. E o Brasil vai em frente, porque a engrenagem já está funcionando”.

“Eu estou como jogador de bola que não quer dizer para o técnico que está sentindo uma dor para não ir para o banco. Ele quer continuar jogando. Então ele finge que não está doendo”, brincou.

O presidente relatou que tem ficado mal-humorado por conta das dores e que depoimentos de pessoas que já passaram pela mesma cirurgia o encorajaram. “Eu tenho um problema na cabeça do fêmur. Faz tempo que tenho isso. Uma vez um médico me disse o seguinte: ‘olha, presidente, a cabeça do fêmur, essa dor no quadril, só quem vai decidir operar é o senhor, porque é o senhor que sabe o limite da sua dor. Vai chegar o dia que o senhor vai dizer que tem que operar’. A nossa senadora Leila operou o quadril. Ela vive me mostrando a radiografia dela para mostrar ‘presidente, é uma coisa simples. Eu fui para o céu depois que eu operei’. Esses dias eu estava cortando o cabelo e o companheiro falou para mim: ‘presidente, eu fiz em setembro do ano passado. Eu não conseguia mais sequer calçar o sapato. Eu estou inteiraço outra vez, estou até fazendo esteira’. Isso tudo me motivou a tomar uma decisão. Quero fazer a cirurgia porque não quero ficar com dor. Ninguém consegue trabalhar com dor o dia inteiro. Eu sinto que às vezes estou de mal humor com meus companheiros. Chegou de manhã para trabalhar e quando boto o pé no chão já dói. Fica visível no meu rosto que eu estou irritado, nervoso, e aí você vai ficando uma pessoa incômoda, chata, que ninguém quer falar ‘bom dia’ para você mais com medo de tomar um esporro. Então estou chegando à conclusão que eu tenho que operar”.

“Domingo fui fazer um procedimento que era um teste para saber se aquele procedimento me garantia que eu pudesse ficar 12 horas sem dor. O procedimento deu certo. Fui à festa do sindicato, não tive dor. Mas na segunda-feira de manhã, já tinham acabado as 12 horas que o médico me deu, voltou a doer, e parece que um pouco mais. Eu vou fazer um novo procedimento e estou me preparando fisicamente para outubro – estou fazendo um regime mais duro, estou fazendo mais física. Lamento muito não poder andar na esteira. Eu adorava”, completou.

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