Lula estuda decretar GLO durante a cúpula do G20 que será realizada no Rio nos dias 18 e 19 de novembro

Tema foi discutido em reunião fora da agenda realizada entre o presidente e os ministros José Múcio Monteiro (Defesa), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), e Rui Costa (Casa Civil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está considerando a possibilidade de decretar uma nova operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) durante a Cúpula do G-20, que será realizada no Rio de Janeiro nos dias 18 e 19 de novembro. O Brasil, como presidente do G-20, que reúne as maiores economias do mundo, enxerga a GLO como uma medida necessária para garantir a segurança na cidade, especialmente em um contexto de graves problemas com o crime organizado no Estado.

Esse tema foi discutido em uma reunião que não constava da agenda presidencial, realizada na tarde desta quinta-feira (26)  entre Lula e os ministros José Múcio Monteiro (Defesa), Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública), e Rui Costa (Casa Civil). A presença das Forças Armadas é considerada necessária por setores do governo para reforçar a segurança durante o evento.

O governo também estuda a conveniência de fechar o espaço aéreo nas datas do G-20, quando líderes de 19 países-membros, além de representantes da União Africana e da União Europeia, estarão no Brasil. Diante de um cenário de aperto financeiro, Lula pediu aos ministros um levantamento detalhado dos custos desse pacote.

O primeiro decreto de GLO foi emitido em junho de 1992, também no Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92). Depois disso, vários eventos com participação de autoridades internacionais, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, contaram com a medida.

Em novembro do ano passado, Lula decretou uma operação de GLO nos portos do Rio, Itaguaí (RJ), Santos (SP) e nos aeroportos do Galeão (RJ) e de Guarulhos (SP). À época, a estratégia tentou reverter a avaliação negativa do governo na política de segurança pública, aumentando o efetivo nessas regiões para combater o tráfico de drogas e enfrentar as facções criminosas.

Os militares comemoraram os resultados da GLO, que acabou sendo prorrogada a pedido do governador do Rio, Cláudio Castro, e só se encerrou em 4 de junho, quando a Força Nacional deixou o Estado. Na ocasião, porém, a Polícia Federal avaliou que o mérito de muitas das apreensões de drogas se deveu ao trabalho de seus integrantes.

Com informações do Estadão.  

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