O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Verônica Sterman (na foto entre Lula e Gleisi Hoffmann), advogada paulista, para uma vaga de ministra no Superior Tribunal Militar (STM). Se o Senado aprovar sua nomeação, ela se tornará a segunda mulher a ocupar uma posição na Corte em seus 217 anos de história, um feito significativo para a representação feminina em instituições de justiça militar no Brasil.
A escolha de Lula teve forte apoio de figuras influentes, como a nova ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que teve a advogada como defensora em casos relacionados à Operação Lava-Jato, envolvendo também seu ex-marido, Paulo Bernardo. Além disso, a primeira-dama Janja da Silva manifestou preferência por Sterman para o cargo, destacando o suporte feminino por trás da indicação.
Presidente do STM cobrou maior representação feminina
A atual presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, também fez um apelo público por mais representação feminina na Corte, enfatizando a necessidade de uma companheira para lidar com questões de gênero. Em uma entrevista à CNN, Maria destacou a importância de ter outra mulher ao seu lado: “Muitas vezes, por eu ser a única na Corte, minha voz é pouco ouvida. Eu sou a voz da diferença e quero ser heterogênea.”
Maria Elizabeth foi a primeira mulher a presidir o STM, rompendo uma tradição de dois séculos de exclusividade masculina na composição da Corte, durante um mandato-tampão entre 2014 e 2015.
Senado vai sabatinar indicada
Verônica Sterman possui um currículo robusto, com formação em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo em 2006 e mestrado em Direito Penal pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, ela é sócia da Abdalla Sterman Advogados. Sua candidatura à vaga no STM está prevista para ocorrer em abril, quando o ministro José Coêlho Ferreira se aposentará ao completar 75 anos.
Antes, Sterman havia disputado a indicação para o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), mas foi preterida em favor de Marcos Moreira, indicado pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Agora, ela aguarda a sabatina no Senado, que decidirá sua aprovação.
Com informações de O Globo





