Os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Petrobrás, Jean Paul Prates, destacaram nesta terça-feira (1) a importância dos investimentos na produção de energia limpa. O encontro entre as duas lideranças aconteceu após a agência de classificação de risco Fitch (EUA) aumentar a nota de crédito da estatal.
Prates disse que teve uma conversa com Lula “sobre os planos de investimento, projetos e obras já aprovados, com os quais a estatal brasileira de energia vai contribuir para a estabilidade econômica, atração de mais investimentos, geração de emprego e combate às desigualdades no Brasil”.
“A Transição Energética justa se faz assim: todos irmanados, sob a liderança do nosso Presidente, por um Brasil mais justo e mais forte”, afirmou.
A Petrobrás atua na indústria de óleo, gás natural e energia. Na última quarta-feira (26), a divulgou números dos seis primeiros meses e, conforme o documento, a empresa teve uma produção recorde no pré-sal, com “2,13 milhões de barris de óleo equivalente por dia em fevereiro e média de 2,05 milhões no primeiro trimestre do ano”.
Integrantes do Conselho de Administração da empresa também aprovaram na última sexta-feira (28) a nova política de dividendos, termo referente a uma parte do lucro de uma instituição distribuído para acionistas, que terão seus valores reduzidos com a medida. Segundo a proposta, 45% do fluxo de caixa livre – diferença entre fluxo de caixa e investimentos – vai ser destinado aos dividendos, quando a dívida da empresa estiver abaixo dos US$ 65 bilhões. Ficou definida uma remuneração mínima anual de US$ 4 bilhões em dividendos sempre que o preço do petróleo ultrapassar a marca de US$ 40 por barril, independentemente do nível de endividamento.
Com a redução dos dividendos, a Petrobrás se alinha a outras empresas do setor internacional, que costumam distribuir entre 25% e 40% do indicador de fluxo de caixa. Aliados do governo Lula disseram que é preciso direcionar uma parcela maior do dinheiro para investimentos em setores como as energias renováveis e a petroquímica.
Em 10 de julho, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a principal caraterística do terceiro mandato do presidente Lula será a transição ecológica.





