Durante visita a Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira (13) que o Brasil “não tem problema com Israel, mas com Benjamin Netanyahu”. Na avaliação do presidente, as relações diplomáticas entre os dois países devem melhorar assim que o premiê israelense deixar o governo.
“O Brasil não tem problema com Israel, o Brasil tem problema com Netanyahu. A hora que Netanyahu não for mais governo, não haverá nenhum problema entre Brasil e Israel, que sempre tiveram uma relação muito boa”, afirmou o presidente. Segundo ele, o povo judeu “não concorda com a postura de Netanyahu sobre o conflito na Faixa de Gaza”, e há setores dentro de Israel que criticam a condução da guerra.
Elogios a Trump
Lula também elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela intermediação do recente acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, classificando o gesto como um “começo promissor” para a paz no Oriente Médio. “Nós sabemos o papel que o povo judeu tem feito, inclusive lutando contra a atitude do Netanyahu. Estou feliz, porque, veja, não sei se é definitivo ou não, mas é um começo muito promissor. O fato de o presidente Trump ter ido a Israel, ter falado, é um sinal muito importante”, disse o brasileiro.
O acordo mediado por Trump resultou na libertação de reféns israelenses e na promessa de trégua em Gaza. Em discurso no Parlamento de Israel, o líder americano afirmou que o entendimento marca “o início de uma era de harmonia” e garantiu que “Israel ganhou tudo o que podia” após dois anos de conflito. “Após dois anos angustiantes na escuridão e no cativeiro, 20 reféns corajosos estão retornando ao glorioso abraço de suas famílias. Mais 28 entes queridos preciosos estão finalmente voltando para casa”, declarou Trump, sob aplausos.
Lula comparou ofensiva em Gaza ao Holocausto
O tom de conciliação adotado por Lula contrasta com as duras críticas que ele vinha fazendo à condução israelense da guerra desde 2023, quando comparou a ofensiva militar em Gaza ao Holocausto — comentário que gerou forte reação diplomática. Ao afirmar agora que “o problema é com Netanyahu”, Lula sinaliza uma tentativa de reaproximação entre Brasília e Tel Aviv, num momento em que a comunidade internacional tenta consolidar o frágil cessar-fogo e avançar nas negociações por uma solução definitiva para o conflito.






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