O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não comparecerá à posse de Nicolás Maduro, que ocorrerá no dia 10 de janeiro, mas até o momento não foi convidado oficialmente para a cerimônia. De acordo com integrantes do governo brasileiro, a sete dias do evento, o Brasil não recebeu nenhum convite formal, nem pelo Palácio do Planalto, nem pelo Itamaraty. Há incertezas sobre a presença de representantes estrangeiros na posse, especialmente considerando a recente situação política na Venezuela.
Lula e sua equipe de política externa terminaram 2024 com uma análise detalhada do cenário internacional para 2025. Uma certeza já definida era sobre a posse de Maduro, que segue questionada após um processo eleitoral repleto de suspeitas de fraude. O governo brasileiro atuou como observador internacional nas eleições venezuelanas e aguarda a divulgação das atas para validar os resultados proclamados pela autoridade eleitoral, que reelegeram Maduro. A oposição, por sua vez, alega que houve manipulação no pleito.
Desafio de manter diálogo, em meio à situação tensa
Diplomatas brasileiros enfrentam o desafio de manter um canal de diálogo com a Venezuela, mesmo diante de uma relação tensa. Um membro do Itamaraty comentou que, embora o resultado eleitoral não tenha sido o esperado, a interação com Maduro demonstrou que há consequências políticas significativas ao desrespeitar observadores externos.
Nos últimos meses, Maduro intensificou sua retórica contra o Brasil, que classificou como intervencionista, especialmente após o país não ter sido incluído na lista de novos parceiros do Brics. O governo venezuelano responsabilizou o Brasil por essa exclusão, considerando-a uma “agressão inexplicável”. Em uma clara provocação, a polícia venezuelana publicou uma mensagem ofensiva em relação a Lula, que foi rebatida pelo Itamaraty, que considerou o tom das declarações venezuelanas como “ofensivo”.
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