Lula critica Trump na véspera da Assembleia da ONU e defende diálogo em igualdade com os EUA

Presidente brasileiro aponta “comportamento inacreditável” de líder americano e se diz pronto para negociar respeitando a soberania do Brasil

Na véspera da abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar Donald Trump. Ele classificou como “inacreditável” a imposição de tarifas de 50% sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos, motivadas pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Referência ao plano golpista de Bolsonaro
Em entrevista à emissora americana PBS, Lula lembrou que Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos de prisão por envolvimento no chamado Plano Punhal Verde e Amarelo, que previa atentados contra autoridades brasileiras. O presidente destacou que não há justificativa comercial para o tarifaço e que Trump optou por favorecer Bolsonaro em vez de construir uma relação com o povo brasileiro.

Disponibilidade para diálogo
Lula afirmou que o Brasil está aberto à negociação e ressaltou que sua equipe de negociação inclui o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda Fernando Haddas e o ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira. O presidente brasileiro criticou a postura dos EUA, que, segundo ele, se esquivam de tratar de comércio alegando que se trata de um tema político.

Respeito à democracia e à soberania
O presidente reiterou que o Brasil é uma democracia e que o chefe do Executivo não interfere no Judiciário. Lula destacou que qualquer diálogo com os EUA deve respeitar a soberania brasileira, sem imposições político-ideológicas.

Posicionamento sobre Trump e o Capitólio
Questionado sobre sua declaração sobre a invasão do Capitólio, Lula afirmou que, se o mesmo acontecesse no Brasil, Trump teria sido julgado. No entanto, ressaltou não conhecer o sistema judiciário dos EUA e reafirmou respeito ao chefe de Estado americano.

Relação pessoal e institucional
Lula disse não conhecer Trump pessoalmente, mas que ambos devem manter respeito mútuo como líderes eleitos democraticamente. “O que importa é que ele é o chefe de Estado dos Estados Unidos e eu sou o chefe de Estado do Brasil. Como dois chefes de Estado, temos que nos respeitar”, afirmou o presidente.

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