O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência nesta segunda-feira (6) no Palácio do Planalto com os presidentes do Senado e da Câmara, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Arthur Lira (PP-AL), respectivamente, e com o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro gaúcho Edson Fachin. O objetivo do encontro é discutir ações imediatas para o Rio Grande do Sul, que enfrenta uma grave crise devido às fortes chuvas que assolam o estado desde o início da semana passada, resultando na perda de 83 vidas.
No domingo (5), o quarteto de autoridades realizou uma visita ao estado, acompanhado por ministros e pelo presidente do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, para sobrevoar as áreas afetadas pelas enchentes. O percurso, realizado de helicóptero entre Canoas e Porto Alegre, permitiu uma visão direta dos estragos causados pelas inundações. A comitiva foi recebida pelo governador Eduardo Leite (PSDB).
O governador já havia declarado estado de calamidade em 336 municípios gaúchos, medida que foi prontamente reconhecida pelo governo federal. Esse reconhecimento visa facilitar o acesso às verbas federais destinadas às cidades afetadas pela tragédia. Durante a visita, Lula assegurou que não haverá entraves burocráticos na recuperação do Rio Grande do Sul.
“A gente deve muito ao Rio Grande do Sul sob todos os aspectos. Queria dizer ao povo gaúcho: o que estamos fazendo é dando ao Rio Grande do Sul aquilo que ele merece. Se ele sempre ajudou o Brasil, eu acho que está na hora de o Brasil ajudar o Rio Grande do Sul”, declarou Lula no domingo.
Além da reunião no Palácio do Planalto, o governo instalou uma sala de situação em Brasília e um escritório no Rio Grande do Sul para monitorar de perto as ações de resposta à crise.
Com informações de O Globo





