O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone na manhã deste sábado (9) com o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, sobre a crise provocada pela disputa com a Guiana região de Essequibo, rica em petróleo. Segundo o Palácio do Planalto, Lula defendeu o diálogo entre os dois países sul-americanos. Lula frisou que é importante evitar medidas unilaterais que levem a uma escalada da situação.
Também na manhã deste sábado (9), Maduro suavizou seu discurso. Após o plebiscito da semana passada, quando 95% dos votantes venezuelanos aprovaram a anexação de Essequibo (que corresponde a dois terços do território da Guiana), Maduro publicou mensagem no X (antigo Twitter) em que afirma desejar sábado, “paz e entendimento” com o país vizinho.
Maduro voltou a mencionar o Acordo de Genebra, de 1966, como meio correto para solucionar a disputa e declarou que tanto Georgetown quanto as empresas petroleiras que mantêm negócios com a Guiana terão que negociar com Caracas.
“Guiana e Exxon Mobil terão que se sentar e dialogar conosco, o governo da República Bolivariana da Venezuela. De coração e alma, queremos paz e compreensão. Certamente, tudo! Deixe o mundo ouvi-lo, com o Acordo de Genebra, Tudo!”, escreveu Maduro na rede social .
Desde a realização do referendo na Venezuela que tratou da anexação de Essequibo, em 3 de dezembro, a diplomacia brasileira entende que a situação se agravou. Isso porque Maduro chegou a nomear um general para ser a “única autoridade” sobre o território pertencente à Guiana e ainda ordenou que a PDVSA, petroleira venezuelana, emitisse licenças de exploração na costa do país vizinho.
Nos últimos dois dias, dois fatos contribuíram para a escalada das tensões. Os Estados Unidos realizaram um exercício conjunto com a Força Aérea da Guiana, e a Rússia anunciou que Vladimir Putin deve ter encontro bilateral com Maduro em Moscou.





