247– Embora reconhecendo que, ao longo da História republicana, os militares desenvolveram uma tradição golpista, o presidente Lula (PT) parece considerar a questão militar equacionada em seu governo e atribui os problemas recentes a um “desvio” promovido por Jair Bolsonaro (PL), ao nomear milhares de militares para cargos civis e “tentar fazer do Exército de Caxias o Exército dele”.
Para evitar a participação das Forças Armadas em novas tentativas de golpe de Estado, Lula disse que “de 1985 para cá, ou de 1988 para cá, se preferirem, a democracia brasileira não teve problemas com os militares. Eu, em meus dois governos, não tive problemas com eles. O que aconteceu agora foi um desvio promovido pelo Bolsonaro, ao cooptar militares para cargos civis e tentar fazer do Exército de Caxias o Exército dele”.
Lula não defendeu a revisão do artigo 142 nem a reforma dos currículos das escolas militares, medidas citadas na pergunta, afirmando que o papel das Forças Armadas já está definido “de forma explícita na Constituição Federal”.
E embora não tenha dito claramente que considera o problema superado, deu a entender que a nomeação do novo comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, colocou as coisas nos devidos lugares.
“O general Tomás disse de público o que eu também penso sobre as Forças Armadas: são instituições de Estado, têm importante papel a cumprir mas devem se manter longe da política e das disputas partidárias. O 8 de janeiro deixou uma lição importante: se cada poder, se cada instituição se mantiver em seu quadrado, manteremos a normalidade e a estabilidade”.
É sabido que Lula está satisfeito com a participação dos militares nas ações de socorro aos ianomâmi, entendendo que tal participação expressa a disciplina e a subordinação ao poder civil.






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