O Palácio do Planalto enviou um ofício ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, listando onze postagens em redes sociais de políticos e influenciadores que teriam divulgado fake news relacionadas às chuvas no Rio Grande do Sul. No documento, figuras como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Pablo Marçal e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) são apontados pelo governo como alguns desses disseminadores. O governo pede uma investigação sobre possíveis crimes cometidos pelos autores.
Assinado pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, o texto do Planalto revela a preocupação crescente com a propagação de informações falsas, especialmente diante de uma tragédia que já matou cem pessoas e afetou 1,3 milhão de pessoas no estado desde a semana passada.
O pedido, que foi encaminhado por Lewandowski à Polícia Federal para análise e tomada das “providências cabíveis, com a urgência que o caso requer”, destaca o desconforto e a interferência causados pelas fake news no trabalho das tropas em ação no resgate de atingidos pelas enchentes.
O documento enfatiza a preocupação com o impacto dessas narrativas na credibilidade das instituições cruciais na resposta a emergências, como o Exército, a Força Aérea Brasileira (FAB), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e os Ministérios. O ministro da Secom destaca a importância de proteger a integridade e a eficácia dessas instituições em momentos críticos.
Sem especificar quais punições poderiam ser aplicadas, o ofício solicita “providências cabíveis” pelo Ministério da Justiça, tanto para investigar os ilícitos ou crimes relacionados à disseminação de desinformação quanto para reforçar a credibilidade e capacidade operacional das instituições em situações de crise.
Em uma das publicações citadas, Eduardo Bolsonaro criticou a ajuda do governo federal ao Rio Grande do Sul, ao mencionar que o governo levou quatro dias para enviar reforços a região. Outra publicação, do influenciador Pablo Marçal, cita que a Secretaria da Fazenda do RS estava barrando os caminhões de doação, impedindo a distribuição de comida e marmitas. A mesma informação foi reafirmada pelo senador Cleitinho Azevedo.
Com informações de O Globo
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