O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), mantém a previsão de votação do novo arcabouço fiscal para a próxima terça-feira (22).
Lira disse ao jornal Folha de S. Paulo que a análise do projeto não tem relação com o adiamento da reforma ministerial. Líderes do centrão esperavam que o presidente Lula (PT) concluísse o desenho das trocas nos ministérios antes de viajar para a África, no domingo.
“Em algum momento [essa questão da reforma] atrapalhou? Em qualquer projeto para o país atrapalhou?”, afirmou o presidente da Câmara.
O PP, de Lira, e o Republicanos têm a promessa de que Lula irá oferecer um ministério para cada. Integrantes dessas siglas, aliados de Lira e membros do Palácio do Planalto tinham a expectativa de que a reforma avançasse entre quinta-feira (17) e esta sexta (18).
O centrão se frustrou e alguns líderes da Câmara já dizem que não há clima para votações de grande interesse de Lula na próxima semana, quando o petista estará em viagem internacional.
Lira tem insistido no discurso de que o adiamento da votação do arcabouço, que já poderia ser analisado pelo plenário desde o início de julho, não tem a ver com a demora de Lula definir a reforma ministerial.
Aliados dele, porém, afirmam que a maioria da Câmara quis usar o projeto do arcabouço fiscal para pressionar o Palácio do Planalto.
Com informações da Folha de S. Paulo.





