Lira dá ultimato a Lula: ou atende a ele e a seus aliados, ou vai sabotar a pauta do governo na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), informou a interlocutores do Palácio do Planalto que não colocará em pauta projetos de interesse do presidente Lula (PT) até que os deputados estejam satisfeitos com a articulação política e a relação do governo com a Casa.  Esta ameaça de chantagem foi transmitida, de acordo com…

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), informou a interlocutores do Palácio do Planalto que não colocará em pauta projetos de interesse do presidente Lula (PT) até que os deputados estejam satisfeitos com a articulação política e a relação do governo com a Casa. 

Esta ameaça de chantagem foi transmitida, de acordo com aliados de Lira, ao líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), responsável pela comunicação entre o Palácio do Planalto e os deputados. 

Dessa forma, Lira e os líderes do Centrão adotam uma postura de pressão contínua sobre o Palácio do Planalto para que sejam encontradas soluções rápidas para atender às demandas da Câmara, como a liberação de emendas, nomeações para cargos e até mesmo uma possível reforma ministerial, segundo informa a Folha de S. Paulo.

A decisão de Lira faz parte de um acordo costurado com líderes partidários para evitar a derrota da medida provisória da Esplanada, que seria uma grande perda para Lula. 

Projetos prioritários do governo, como a proposta que estabelece regras para a proclamação de resultados de julgamentos do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), responsável por julgar disputas bilionárias entre empresas e a União relacionadas ao pagamento de impostos, devem ficar paralisados na Câmara. A medida provisória que recria o programa Minha Casa, Minha Vida também está na lista de espera.

Aliados de Lira afirmam que pretendem utilizar essa sabotagem aos projetos do governo como forma de pressionar também o Senado a votar os textos que já foram aprovados na Câmara, mas encontram resistência de senadores, como a derrubada de decretos com mudanças de regras no Marco do Saneamento. Apesar dessa restrição aos projetos de interesse do governo, Lira afirmou a parlamentares próximos que a reforma tributária não terá o cronograma afetado. A intenção do presidente da Câmara e do governo é votar a proposta ainda neste semestre.

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