Líder quilombola assassinada na Bahia será homenageada na Alerj 

A morte da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete, assassinada a tiros na Bahia, na semana passada, foi lembrada por deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) durante sessão plenária, nesta terça-feira (22/08). Em seu discurso, Átila Nunes (PSD) informou já ter protocolado um projeto que cria o Prêmio Mão Bernadete. A ideia é que…

A morte da ialorixá e líder quilombola Mãe Bernadete, assassinada a tiros na Bahia, na semana passada, foi lembrada por deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) durante sessão plenária, nesta terça-feira (22/08). Em seu discurso, Átila Nunes (PSD) informou já ter protocolado um projeto que cria o Prêmio Mão Bernadete.

A ideia é que ele seja concedido prioritariamente a quem se destaque ou se notabilize na luta pela paz no campo. “O estado tem o campo, mas o prêmio pode alcançar aqueles que não são do Rio. A irmã Dorothy, missionária católica, também foi barbaramente assassinada. Será um prêmio que qualquer deputado poderá oferecer”, disse o parlamentar.

As deputadas Marina do MST (PT) e Renata Souza (Psol) também se solidarizaram frente ao que consideraram ser mais um feminicídio no país. “Nós a tínhamos como assistida pelo Programa de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, Ambientalistas e Comunicadores, que é um programa nacional”, disse a psolista, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alerj.

No expediente inicial, o deputado Luiz Paulo (PSD) já havia feito um discurso sobre o episódio, lembrando que por sete anos, a vítima foi secretária de Políticas de Promoção e Igualdade Racial da prefeitura de Simões Filho, município onde residia e foi morta. “Não podemos aceitar que, no Brasil de 2023, a população quilombola seja expulsa das suas terras, que sofra toda sorte de violência e seja assassinada”, disse.

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