O líder da bancada do PDT na Câmara disse ontem que o presidenciável do partido, Ciro Gomes, sabia há bastante tempo que a bancada na Câmara dos Deputados tendia a apoiar a PEC da reeleição de Bolsonaro e só não agiu contra isso porque não quis.
O deputado Wolney Queiroz (PE) disse que, apesar de a posição do PDT sobre a votação da PEC ser de conhecimento geral, por estar no noticiário, não recebeu nenhum contato de Ciro para falar sobre o assunto.
Numa mensagem com um texto de 42 linhas, Queiroz (PE) narrou para seus colegas a negociação que levou a legenda a apoiar a PEC que impôe um calote no pagamento dos precatórios para fazer caixa para o uso do governo no ano da eleiçao.
Ele reagiu ao anúncio de Ciro Gomes de que suspendeu sua candidatura à Presidência da República até que o partido mude de posição para a votação do segundo turno da emenda.
“Importante ressaltar uma coisa: a votação dessa PEC 23 (Precatórios) era assunto predominante nos noticiários em todas as TVs, portais, blogs e jornais do Brasil. A imprensa especializada já anunciava que PDT e PSB poderiam votar a favor da PEC. Apesar disso, não recebi do presidente Ciro um telefonema, um e-mail, uma mensagem, um recado. Nada. Rigorosamente nenhuma orientação”, escreveu Wolney Queiroz no texto para sua bancada.
O líder pedetista revela também que o deputado André Figueiredo (PDT-CE), que também esteve à frente dessas negociações, almoçou com o presidente do partido, Carlos Lupi, “cientificando-o da tendência que se avizinhava”.






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