Líder da Parada do Orgulho LGBT é contra partidarismo na passeata: “há bolsonaristas na comunidade” 

Depois de dois anos fora da pista por causa do isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo volta a ser realizada hoje. Em sua 26ª edição, o evento, que já entrou para o Guiness Book como o maior do seu gênero no mundo, quer defender a importância…

Depois de dois anos fora da pista por causa do isolamento social imposto pela pandemia do coronavírus, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo volta a ser realizada hoje. Em sua 26ª edição, o evento, que já entrou para o Guiness Book como o maior do seu gênero no mundo, quer defender a importância do voto e da democracia.

A notícia está na Folha.

A marcha se inicia ao meio-dia e faz seu percurso até a praça Roosevelt, na região central de São Paulo, passando pela avenida Consolação.

A proposta temática seria uma provocação ao atual governo, frente à proximidade das eleições e aos ataques do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema de urnas? A presidente da organização da parada, Claudia Regina dos Santos Garcia, responde que não haverá nenhuma manifestação partidária durante a realização do evento.

“Não vou puxar nem ‘Lula lá’ nem ‘fora Bolsonaro’”, diz. “Não vou discursar a favor ou contra um candidato, somos um movimento suprapartidário. Mas defenderemos um voto que seja representativo dos nossos direitos, um voto progressista, tanto no executivo como no parlamento”, continua.

Presidente da Parada desde 2017 e membro da equipe da organização do evento desde 2004, Garcia fez parte, nos anos 1980, do grupo Somos, pilar do berço do movimento pelos direitos LGBTQIA+ no país. Também tem sua trajetória ligada à fundação do PT, o que pode colocá-la na linha de fogo dos bolsonaristas. “Respeito o voto de todos, inclusive porque há bolsonaristas na comunidade”, diz.

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