Lavareda analisa pesquisa Ipespe e divulga “Termômetro de Campanha” comparando avaliações entre Lula e Bolsonaro

O cientista Político, Sociólogo e Consultor Antonio Lavareda, um dos mais conceituados especialistas em pesquisas do país, fez uma análise há pouco em sua conta no Twitter da nova pesquisa Ipespe, instituto em que presta consultoria, cujos números confirmaram o distanciamento numérico em relação aos candidatos à presidência da República. Lavareda chamou a curta análise…

O cientista Político, Sociólogo e Consultor Antonio Lavareda, um dos mais conceituados especialistas em pesquisas do país, fez uma análise há pouco em sua conta no Twitter da nova pesquisa Ipespe, instituto em que presta consultoria, cujos números confirmaram o distanciamento numérico em relação aos candidatos à presidência da República.

Lavareda chamou a curta análise de “Termômetro da Campanha” em que fez algumas observações importantes, além do alargamento da diferença ente os números dos 2 primeiros candidatos :

  • Ciro e Tebet empatados na margem de erro
  • Maioria quer a eleição decidida no primeiro turno, sejam eleitores de Ciro ou Tebet
  • Efeitos da violência política
  • Força da Televisão na campanha
  • Lula estar se saindo melhor que Bolsonaro na campanha
  • Memória do debate com percepção favorável a Lula
  • E a aprovação aos governos dos dois dďďéė1

A pesquisa, cujo campo se estendeu até ontem (6a feira, 16), apresenta a última fotografia das opiniões e atitudes dos eleitores da semana que termina hoje.
O que nela chama mais atenção, segundo Antonio Lavareda? que perguna ao final: quadro está consolidado?

Veja abaixo ¾a íntegra da publicação de Lavareda no Twitter:

1. DISTÂNCIA. Confirma-se, como fora apontado em outros levantamentos abalizados desse período, o alargamento da diferença entre o primeiro, Lula, e o segundo colocado, Bolsonaro, tanto na intenção de voto espontânea, quanto na estimulada do primeiro e segundo turnos.
Ciro e Tebet, empatados na margem de erro, prometem uma luta acirrada pela terceira posição. Ela, dois pontos abaixo no total, já assumiu o terceiro lugar entre as mulheres e os idosos.

2. 1o TURNO. A maioria absoluta dos eleitores (68%) quer ver a eleição decidida já no primeiro turno. Isso é verdade sobretudo para os eleitores de Lula e Bolsonaro. Mas alcança também porções significativas dos eleitores da terceira via.

3. PARTICIPAÇÃO. Os registros de violência política deixaram marcas negativas na participação dos eleitores. Apenas 13% têm participado de alguma forma das campanhas. Para 43%, as pessoas têm evitado participar mais do que em outras campanhas. E, segundo 38%, têm evitado, quando em locais públicos, dizer em quem vão votar. Esse comportamento é mais frequente entre as mulheres, os eleitores de menor instrução e os de renda mais baixa.

4. FORÇA DA TV. Nessa semana, a TV e o Rádio consolidaram o primeiro lugar (52%) entre os meios de informação sobre a campanha, bem à frente das Redes Sociais (43%), que apenas entre os eleitores de Bolsonaro ocupam a primeira posição (49% contra 46% da TV).

5. PERFORMANCE. Segundo os eleitores, Lula vem se saindo muito melhor que Bolsonaro na propaganda da TV e Rádio (38% X 24%), nas notícias de jornais, portais e blogs ( 39% X 26%), e no noticiário de TV e Rádio (37% X 26%). +Empata com o segundo colocado nas “ conversas de WhatsApp” ( 31% X 31%). E perde por pouco ( 35% X 36%) nas Redes Sociais.

Lembrando que essa última percepção descola do fato objetivo de Bolsonaro ter um número bem maior de seguidores e interações.

Por fim, na memória do único debate que houve até agora, Lula teve melhor desempenho (27%) que Bolsonaro (23%), e Tebet (12%) ficou à frente de Ciro (10%).

6. QUADRO CONSOLIDADO? Último fato a destacar, e talvez o mais importante para se entender o que poderá ainda acontecer daqui para a frente, é o comparativo entre avaliações de Lula e Bolsonaro.

Desde que a campanha começou, o ex-presidente mantém a sua avaliação positiva e a aprovação, retrospectivas, no mesmo patamar – 55% e 57%. Enquanto a avaliação negativa e a desaprovação oscilaram negativamente, hoje sendo 23% e 38%, respectivamente.

O mesmo, praticamente, ocorreu com o atual Presidente. Ele mantém a avaliação positiva em 35% e a aprovação em 39%, ao passo que a avaliação negativa e a desaprovação cederam ambas apenas um ponto, aparecendo, hoje, nas marcas de 46% e 55%, respectivamente. Ou seja, ….. ao que parece até o momento, as atitudes face aos dois principais candidatos estavam inusualmente consolidadas antes mesmo do início da campanha eleitoral.

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