Kamala Harris e Donald Trump estão tecnicamente empatados a uma semana da eleição nos EUA

Pesquisa TIPP indica disputa acirrada em estados-pêndulo e diferença mínima no voto popular

A mais recente pesquisa TIPP, divulgada nesta terça-feira (29), mostra Kamala Harris, candidata democrata à Presidência dos EUA, com 48% das intenções de voto, enquanto o republicano Donald Trump registra 47%, evidenciando um empate técnico a poucos dias da eleição, marcada para 5 de novembro.

A margem de erro de 2,7 pontos percentuais ressalta a proximidade entre os candidatos, refletindo um cenário eleitoral mais apertado do que nas campanhas de 2016 e 2020, quando os democratas exibiam vantagem expressiva.

No atual momento, a média geral de pesquisas no RealClearPolitics coloca Kamala com uma leve vantagem de 0,9 ponto percentual — significativamente menor que os 8 pontos de Biden em 2020 e os 5,9 pontos de Hillary Clinton em 2016.

Nos chamados estados-pêndulo, Trump leva vantagem

Apesar da ligeira liderança de Kamala, a disputa real ocorre nos estados-pêndulo, onde Trump aparece com uma vantagem de 1,1 ponto na média das pesquisas. Em 2020, Biden liderava nos mesmos estados com 4 pontos de diferença, enquanto Hillary detinha 5 pontos em 2016, o que ressalta um cenário ainda mais desafiador para Kamala.

Esses estados têm o potencial de definir o resultado final, já que o sistema de Colégio Eleitoral nos EUA é o que decide a eleição. Pelo sistema, um candidato leva todos os delegados de determinado estado ao alcançar a maioria dos votos populares ali, independentemente da diferença percentual.

A pesquisa TIPP, que ouviu 1.291 eleitores entre 26 e 28 de outubro, também aponta as tendências de apoio dos dois candidatos. Trump tem ganhado força entre eleitores com ensino médio completo, a população negra e cidadãos com mais de 65 anos. Em contrapartida, Kamala obteve avanço entre eleitores com nível superior e entre aqueles que se identificam como independentes. Esse cenário incerto sugere que o resultado depende de grupos de eleitores ainda indecisos ou que podem mudar de lado.

Vitória no voto popular não basta

Por fim, o levantamento destaca que, como visto em 2016, o número total de votos não garante vitória. Naquele ano, Hillary Clinton obteve cerca de 3 milhões de votos populares a mais que Trump, mas perdeu no Colégio Eleitoral. Kamala e Trump continuam investindo nos estados-pêndulo, cujas pequenas diferenças podem ser determinantes para o resultado final desta eleição apertada.

Com informações da Folha de S.Paulo

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