O influenciador e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (PRTB) terá de cumprir uma série de restrições judiciais pelos próximos dois anos, informa reportagem do portal Metrópoles. Ele está proibido de deixar o município de Barueri, na região metropolitana de São Paulo, sem autorização da Justiça e não poderá frequentar bares, boates e casas de prostituição.
A decisão foi proferida pela juíza Maria Elizabeth de Oliveira Bortoloto, da 386ª Zona Eleitoral de Barueri, no âmbito de uma ação penal eleitoral movida após as eleições municipais de 2024.
Denúncia por difamação e falsificação
Em maio do ano passado, o Ministério Público Eleitoral denunciou Marçal pelos crimes de difamação e falsificação de documento. Também foram acusados formalmente Tassio Botelho, advogado do empresário, e Luiz Teixeira da Silva Júnior, proprietário da clínica que teria emitido o documento falso.
Segundo a decisão judicial, o Ministério Público ofereceu aos acusados a chamada Suspensão Condicional do Processo, benefício previsto na legislação para crimes com pena igual ou inferior a um ano. Nessa modalidade, os investigados concordam em cumprir determinadas condições impostas pela Justiça, e o processo fica suspenso durante o período estabelecido.
Na decisão, a magistrada registrou que “Os acusados Pablo Henrique Costa Marçal e Tassio Renam Souza Botelho, por intermédio de seus advogados, manifestaram expressa concordância com os termos e condições propostas, ressalvando que a aceitação não implica em reconhecimento de culpa ou confissão”.
O proprietário da clínica optou por não aderir ao acordo, e o processo em relação a ele seguirá seu curso normal.
Restrições impostas
Entre as condições estabelecidas estão a proibição de deixar Barueri sem autorização judicial e a vedação de frequentar bares, boates e casas de prostituição. As medidas terão validade de dois anos.
O descumprimento das condições pode levar à retomada da ação penal. Procurado pela reportagem, Pablo Marçal não se manifestou.
Nas redes sociais, Guilherme Boulos ironizou a decisão ao comentar: “Acho que vou tomar uma cerveja hoje. Afinal, eu posso ir a bares.”






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