A Juíza Isabelle da Silva Scisinio Dias, titular da Terceira Vara de Niterói, determinou nesta terça-feira, 16, que a Empresa de Moradia, Urbanização e Saneamento de Niterói (Emusa) exonere 590 funcionários de seus quadros, em até 72 horas.
A decisão da magistrada pretende fazer com que a Emusa cumpra seu regimento interno, que estabelece o limite de 300 cargos ativos. A empresa pública de Niterói é responsável por obras de infraestrutura, manutenção e saneamento e por contratar funcionários para a execução desses serviços.
Além de estar proibida de fazer novas contratações, a empresa também terá que exonerar todos os funcionários que tenham vínculo familiar com vereadores, secretários ou políticos ligados ao governo municipal. A medida espera combater o nepotismo nos órgãos públicos de Niterói.
Caso as determinações não sejam cumpridas, o presidente da Emusa, Antônio Carlos Lorosa, poderá ser multado em R$ 10 mil por dia.
Neste mesmo prazo de 72 horas, a juíza deseja receber informações do banco responsável pelos pagamentos da Emusa. Isabelle Dias quer ter acesso a todas as ordens de pagamento da empresa nos últimos dois meses.
Hoje mais cedo o RJ1 revelou que funcionários que não aparecem para trabalhar continuam empregados na Emusa.
No fim de março, o RJ1 denunciou o escândalo. Segundo o Ministério Público do Rio (MPRJ), a Emusa se transformou em um cabide de emprego, com suspeita de nepotismo e contratrações-fantasmas, para atender a interesses eleitoreiros.





