Justiça do Rio revoga prisão preventiva da filha do bicheiro Piruinha

Presa em 19 de junho deste ano, acusada de extorsão e lavagem de dinheiro, Monalliza Escafura vai ser solta e deve cumprir medidas cautelares

A Justiça do Rio mandou soltar Monalliza Neves Escafura, filha do bicheiro José Caruzzo Escafura, o Piruinha. A decisão da 7ª Câmara Criminal é o último dia 18 e está em segredo de justiça. Ela substitui a prisão preventiva por medidas cautelares e impõe restrições, como proibição de deixar o estado sem autorização judicial e falar com testemunhas. Monalliza foi presa em 19 de junho deste ano, acusada de extorsão e lavagem de dinheiro.

Monalliza era procurada pela polícia e foi localizada no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio, durante uma operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio e da Polícia Federal. Na ocasião, Piruinha comemorava o aniversário de 95 anos.

A investigação que resultou na prisão de Monaliza foi aberta devido às denúncias do comerciante de carros Natalino José do Nascimento Espínola, o Neto — morto em 2021 —, e Max Wanderson Marques Lopes em fevereiro de 2019. A apuração é de crimes de extorsão de valores na casa de R$ 50 mil, realizada entre fevereiro e março de 2017, além de ameaças. O crimes tiveram início em 2017, sob o comando de Monalliza e Piruinha. Para o MP, o caso revela um esquema complexo de extorsão e violência, com raízes profundas na exploração de atividades ilícitas.

Pai e filha absolvidos

Em abril deste ano, Monalliza foi julgada junto com o pai. Os dois e o policial militar Jeckson Lima Pereira eram réus pela morte o comerciante de carros Natalino. Piruinha era apontado como mandante do crime. Os três foram absolvidos pelo júri.

Com a decisão, as prisões preventivas de Piruinha e da filha foram revogadas, assim como medidas cautelares impostas contra os três acusados.

Natalino foi morto em julho de 2021, na Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio. Na denúncia, o MP afirmou que a motivação do crime foi uma dívida de R$ 500 mil. No julgamento, porém, o promotor opinou pela absolvição dos réus.

Com informações do GLOBO.

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