TRF2 substitui desembargador preso e decide nesta quinta o futuro do caso TH Joias

Macário Ramos Júdice Neto, responsável pelo processo, foi preso na última segunda (15) na Operação Unha e Carne. Julio Cesar de Castilhos Oliveira Costa assume relatoria da sessão

A 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), com sede no Rio, se reúne nesta quinta-feira (18) para deliberar sobre os desdobramentos da Operação Zargun. Na pauta, o colegiado decidirá sobre o recebimento da denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-deputado TH Joias e outros investigados.

A sessão ocorre dois dias após a prisão do relator original do caso, o desembargador Macário Ramos Judice Neto. Ele foi detido no âmbito da Operação Unha e Carne, acusado pela Polícia Federal de vazar informações sigilosas do processo, o que teria beneficiado investigados e agentes políticos citados na apuração, entre eles o presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil).

Bacellar, que também foi alvo recente de mandados de busca e teve o sigilo telefônico quebrado, é apontado pela Polícia Federal como um dos possíveis beneficiários do esquema de vazamentos investigado.

Mudança na cadeira 

Com o afastamento de Macário, a relatoria da sessão desta quinta-feira ficará a cargo do desembargador federal Julio Cesar de Castilhos Oliveira Costa. Ele atuava como revisor de Judice Neto, atualmente afastado do TRF2, e tomou posse no cargo em junho deste ano, após a abertura de uma vaga.

Para ocupar o gabinete deixado pelo desembargador preso, o presidente do TRF2, Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, designou o juiz federal convocado Marcelo Leonardo Tavares. A nomeação foi oficializada na terça-feira (16), e o magistrado passará a responder pelos processos que estavam sob responsabilidade de Macário.

O elo político 

A sessão é aguardada com apreensão, pois pode definir os rumos da investigação que atingiu o coração do legislativo fluminense. A PF apura se a relação entre Macário e Bacellar extrapolava o âmbito jurídico, com indícios apontados por investigadores de que o magistrado teria atuado de forma a articular interesses políticos junto a instâncias do governo estadual.

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