A ex-governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, e mais 16 pessoas tiveram suas contas bancárias bloqueadas e seus veículos sequestrados pela Justiça Federal nesta terça-feira (28). A decisão foi da juíza Caroline Vieira Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que determinou o bloqueio de R$ 383,4 milhões.
A medida faz parte da Operação Rebote, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga um esquema de desvio de recursos da PreviCampos, a previdência dos servidores do município de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Segundo a PF, a ex-governadora e seus consultores teriam recebido propina para favorecer a contratação de uma empresa de investimentos pela PreviCampos.
A PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, sendo 12 em Campos dos Goytacazes, dois no Rio de Janeiro, três em Santos e um em São Paulo. Entre os locais vasculhados, estão a casa de Rosinha Garotinho em Campos e um apartamento dela no bairro do Flamengo, na capital fluminense.
Os alvos são investigados por:
Gestão fraudulenta;
Peculato;
Corrupção ativa e passiva;
Associação criminosa;
Lavagem de dinheiro.
De acordo com investigação da Delegacia da Policia Federal em Campos, durante 2016, os gestores do fundo e consultores contratados realizaram investimentos em títulos podres de longo prazo emitidos por empresas de fachada ou sem capacidade econômica de arcar com os pagamentos.
Na ocasião, Rosinha era prefeita de Campos. Ela foi responsável por indicar Nelson Afonso Oliveira à Presidência da PreviCampos.
O fundo tinha, na ocasião, o capital era da ordem de R$ 1 bilhão.
Durante os seis meses que Nelson esteve à frente, a PreviCampos mudou a filosofia de investimentos.
Deixou de aplicar em gestores de grande porte e passou para gestores de menor porte. Segundo os investigadores, isso colocou em risco as contribuições dos servidores.
Antes de assumir, os investimentos deste tipo representavam 8% da carteira do fundo. Seis meses depois passou a representar 68,14% dos recursos.
Ainda durante a gestão de Nelson foram repassados, sem explicação, R$ 350 milhões da PreviCampos para a Prefeitura de Campos.
Em depoimento à CPI sobre a PreviCampos na Câmara Municipal, Nelson Oliveira, também alvo de busca nesta terça, não soube explicar a diferença entre investimentos de curto e longo prazo, o que chamou a atenção dos parlamentares na ocasião.
Com informações do g1
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