Justiça alemã encerra caso, e brasileiras presas injustamente por tráfico são inocentadas

A justiça alemã encerrou o processo contra as brasileiras Kátyna Baía, 44, e Jeanne Paolini, 40, presas injustamente por tráfico de drogas em março deste ano. Elas tiveram as malas trocadas no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e foram acusadas de transportar 40 kg de cocaína para Frankfurt. Ficaram 38 dias presas. A advogada…

A justiça alemã encerrou o processo contra as brasileiras Kátyna Baía, 44, e Jeanne Paolini, 40, presas injustamente por tráfico de drogas em março deste ano. Elas tiveram as malas trocadas no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e foram acusadas de transportar 40 kg de cocaína para Frankfurt. Ficaram 38 dias presas.

A advogada delas, Luna Provázio, informou que o caso foi “completamente encerrado” e as duas foram consideradas inocentes. O caso está relacionado à Operação Iraúna, da Polícia Federal em Goiás, que desarticulou uma quadrilha que trocava etiquetas de bagagens para enviar drogas ao exterior. A PF suspeita que o grupo tenha ligação com o PCC.

A advogada disse que vai entrar com pedido de indenização contra todos os envolvidos no crime que vitimou Kátyna e Jeanne.

“Agora daremos início à ação de indenização contra o governo alemão e contra as empresas GOL e Dnata, que tiveram um dos seus empregados envolvidos diretamente no crime internacional de tráfico de drogas que ocorreu no aeroporto de Guarulhos, os quais participaram efetivamente para o ingresso das malas com drogas, conforme o relatório da Polícia Federal”, afirmou.

As duas companhias foram procuradas pela Folha de S.Paulo, mas não enviaram posicionamento até a publicação deste texto.

Segundo a PF, as malas de Kátyna e Jeanne foram conferidas e separadas da esteira, em uma área restrita, por dois funcionários. Eles retiraram a identificação e deixaram apenas uma etiqueta com o peso das bagagens.

Depois, na área de bagagens de viagens internacionais, um funcionário colocou as etiquetas das malas de Kátyna e Jeanne nas bagagens com drogas, aproveitando-se de um ponto cego das câmeras. Todas as malas seguiram no voo para a Alemanha.

Entre maio e julho, a Polícia Federal fez operações que resultaram na prisão de dezenas de integrantes da quadrilha de troca de etiquetas. Entre os alvos estavam funcionários terceirizados do aeroporto de Guarulhos.

Com informações da Folha de S.Paulo

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