STJ condena Robinho a cumprir no Brasil pena imediata em regime fechado por estupro na Itália

Placar é de 9 a 2 após votos de Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e Sebastião Reis

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por 9 votos a 2 que o ex-jogador Robinho deve cumprir pena por estupro no Brasil. Decidiu também que ele deve cumprir pena imediata.

A defesa de Robinho afirmou que vai recorrer ao próprio STJ e ao Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa também disse que vai pedir para ele aguardar a resposta aos recursos em liberdade. A execução da prisão imediata caberá às autoridades de Santos, onde Robinho está.

O julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ), iniciado nesta quarta-feira (20), ficou em 9 a 2 a favor de que o ex-jogador Robinho cumpra imediatamente no Brasil a pena decidida pela Justiça da Itália, que o condenou a nove anos de prisão por estupro.

O relator do caso, ministro Francisco Falcão, votou pelo cumprimento da pena e foi seguido pelos ministros Humberto Martins , Herman Benjamin e Luís Felipe Salomão. Já o ministro Raul Araújo foi contra. O julgamento prossegue.

“Entendo que não há óbice constitucional ou legal para a homologação da transferência da homologação da pena solicitada pela Justiça da Itália”, afirmou Falcão, primeiro do 15 ministros do STJ que podem votar no caso. 

Para Falcão, como a Constituição não permite a extradição de brasileiro nato, não resta alternativa se não a transferência da pena. O ex-jogador encontra-se no Brasil. “Quando a extradição não for cabível, impõe-se a incidência da transferência de execução da pena, justamente para que não haja impunidade decorrente da nacionalidade do indivíduo”, pontuou. 

“Defender que não se possa executar aqui a pena imposta em processo estrangeiro é o mesmo que defender a impunidade do requerido pelo crime praticado, o que não se pode admitir, sob pena de violação dos compromissos assumidos pelo Brasil em plano internacional”, complementou Falcão.  

Isso porque o ordenamento jurídico brasileiro também impede que alguém seja julgado duas vezes pelo mesmo crime, frisou Falcão. Por esse motivo, se a sentença não for transferida para o Brasil, isso resultaria na impunidade. 

O crime ocorreu em uma boate de Milão em 2013, mostram os autos do processo. A vítima foi uma mulher albanesa. A condenação de Robinho foi confirmada em três instâncias na Itália e transitou em julgado, ou seja, não há mais recursos possíveis.

Com informações da Agência Brasil e do g1

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