Jovem que teve testa tatuada à força é condenado por furto em UBS de Diadema

Ruan Rocha Silva foi condenado por invadir e furtar uma Unidade Básica de Saúde em Diadema

O caso de Ruan Rocha Silva, que ganhou repercussão nacional em 2017 após ele ter a frase “eu sou ladrão e vacilão” tatuada à força na testa, voltou ao centro das atenções nesta semana. Aos 26 anos, Ruan foi condenado pela Justiça de São Paulo a 2 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por furtar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Diadema, na Grande São Paulo.

A sentença foi assinada pelo juiz Lucas Rosa Monteiro em 27 de abril. O crime ocorreu em janeiro deste ano em uma unidade localizada no bairro Casa Grande.

Segundo informações da Prefeitura de Diadema, Ruan entrou na UBS por volta das 6h da manhã, forçou uma porta e tentou levar um equipamento de lavagem de alta pressão avaliado em aproximadamente R$ 400.

Guardas municipais foram acionados e localizaram o homem nas proximidades da unidade de saúde. Conforme o relato da ocorrência, ele confessou o furto durante a abordagem. O equipamento foi recuperado e devolvido à UBS, sem prejuízo ao atendimento da população.

Histórico criminal pesou

De acordo com a decisão judicial, o histórico criminal de Ruan Rocha Silva influenciou diretamente na definição da pena. O magistrado fixou inicialmente a condenação em 2 anos e 4 meses, acrescentando mais quatro meses devido à reincidência.

A Justiça também rejeitou aplicar o princípio da insignificância, mecanismo jurídico utilizado em alguns casos de furtos de pequeno valor. O entendimento seguiu parecer do Ministério Público.

Embora a Defensoria Pública do Estado de São Paulo tenha recorrido da decisão ao Tribunal de Justiça, Ruan assinou posteriormente um termo de renúncia ao recurso.

Caso viralizou em 2017

Ruan ficou conhecido em todo o país em julho de 2017, quando ainda era menor de idade. Na ocasião, ele foi submetido a uma sessão de tatuagem forçada por dois homens que alegaram estar aplicando uma “punição” após uma suposta tentativa de furto de bicicleta.

O vídeo do procedimento viralizou nas redes sociais e gerou forte repercussão nacional. As imagens mostravam Ruan sendo tatuado contra a própria vontade com a frase ofensiva na testa.

Os responsáveis pela agressão, Maycon Wesley Carvalho dos Reis e Ronildo Moreira de Araújo, acabaram condenados posteriormente por lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal.

Após a repercussão do caso, campanhas de arrecadação financiaram sessões para remoção da tatuagem.

Passagens anteriores

Nos anos seguintes, Ruan acumulou outras passagens pela polícia. Em 2018, foi preso por furtar desodorantes em Mairiporã. No ano seguinte, acabou detido novamente após furtar um celular e um agasalho de funcionárias de uma UBS em Ferrazópolis.

Esse caso resultou em condenação de 4 anos e 8 meses em regime semiaberto.

Já em 2022, ele foi flagrado dentro de um apartamento em Cotia após entrar pela janela do banheiro.

Durante interrogatório relacionado a esse episódio, Ruan afirmou que estava sob efeito de drogas e declarou ser usuário de crack. Segundo o depoimento, ele teria decidido invadir o imóvel ao perceber uma janela entreaberta.

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