Jovem é preso no Amazonas por estupro virtual contra menina de São Gonçalo

Investigação aponta uso de manipulação psicológica para forçar vítima a se automutilar e gravar vídeos

Eduardo Pacaia Medino, de 19 anos, preso nesta sexta-feira (6) em Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas, acusado de cometer estupro virtual contra uma menina de de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

De acordo com as investigações, Eduardo simulava estar em um relacionamento com a vítima, menor de idade, por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.

Eduardo foi encontrado a cerca de 880 quilômetros de Manaus | Divulgação

Usando manipulação psicológica e controle emocional, ele induzia a menina a praticar automutilações e registrar os atos em fotos e vídeos, que eram enviados para ele.

A ação foi realizada por agentes da 78ª DP (Fonseca), em conjunto com policiais da 53ª DIP (Santo Antônio do Içá), após cumprimento de mandado de prisão expedido pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar de São Gonçalo.

“Nessa investigação a gente identificou que o autor usa alguns aplicativos de internet para se comunicar com menores e solicitar imagens pornográficas e vídeos. Inclusive, se valia de personagens de desenho animados, desenhos japoneses. Essa vítima acabou se lesionando a pedido dele, então, representamos pela prisão”, detalhou o delegado Gabriel Poiava, titular na 78ª DP.

De acordo com a polícia, a conduta se enquadra no crime de estupro virtual quando há coação para a prática de atos libidinosos por meio de violência psicológica, mesmo sem contato físico direto.

Segundo os agentes, o material encontrado no celular da vítima confirmou os relatos prestados durante as investigações.

“Esses criminosos usam esses aplicativos e jogos para conseguirem contato com essas crianças, atraírem a atenção dessas crianças, e solicitam imagens, cometendo diversos tipos de crime”, explicou o delegado.

Eduardo foi encontrado a cerca de 880 quilômetros de Manaus e está à disposição da Justiça. A vítima recebe acompanhamento psicológico e é assistida pela rede de proteção à mulher do município.

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