Jaé e barcas: Castro defende controle estatal e critica modelo antigo

O lobo não vai mais cuidar do galinheiro, diz governador sobre bilhetagem eletrônica

O governador Cláudio Castro elogiou o adiamento do uso exclusivo do cartão Jaé, anunciado pelo prefeito Eduardo Paes. Durante coletiva nesta sexta-feira (10), Castro ressaltou que a medida é essencial para garantir maior transparência e controle sobre a bilhetagem eletrônica, além de facilitar a integração dos modais intermunicipais.

Em sua declaração, o governador destacou a necessidade de um sistema gerido pelo Estado, e repetiu a analogia feita por Paes:
“Hoje, é o lobo que toma conta do galinheiro e me diz quantas galinhas têm ali dentro. Agora, não, vai ser o estado que vai tomar conta disso e eu vou ter ideia real de quanto custa e do quanto vou precisar investir em subsídio.”

Polêmica do Jaé e a “máfia dos transportes”

Na quarta-feira, Paes criticou duramente o controle da RioCard, ligada à antiga Fetranspor, chamando o grupo de “máfia” e prometendo mais transparência na bilhetagem. O prefeito reforçou que a exclusividade do cartão Jaé seria uma ferramenta para desmontar o que classificou como uma “caixa-preta”.
“Nós estamos tirando da mão dos empresários de ônibus as raposas, a possibilidade de cuidarem do galinheiro”, afirmou Paes.

Novo modelo para transporte aquaviário

Durante a coletiva, Castro também celebrou a assinatura do contrato com o consórcio Rio Barcas, que assume a operação do transporte aquaviário do estado a partir de 11 de fevereiro. O modelo abandona a concessão tradicional, adotando um sistema em que o governo paga pelo serviço prestado e controla os recursos arrecadados.
“Agora, as empresas estão sendo contratadas para operar por milha náutica. O estado tem o domínio total de quais são os horários, qual é a grade, para onde vai, para onde não vai, e o estado paga por isso”, explicou Castro.

Ele destacou que o novo contrato permitirá maior flexibilidade e ampliação dos destinos atendidos. “Hoje, têm-se horários extremamente deficitários. Barcas enormes que transportam cinco ou 10 pessoas. A gente vai poder olhar para esse modal e entender onde é necessária uma embarcação grande ou pequena.”

Com informações de O Globo

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